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BACLOFENO 10MG COM 20 COMPRIMIDOS
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BACLOFENO 10MG COM 20 COMPRIMIDOS

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Bula


LIORESAL®
baclofeno
Forma farmacêutica e apresentação
Comprimidos. Embalagem com 20 comprimidos de 10 mg.
USO ADULTO
Composição
Cada comprimido contém: baclofeno 10 mg. Excipientes: amido, celulose microcristalina,
povidona, dióxido de silício e estearato de magnésio.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: LIORESAL tem como substância ativa o baclofeno, um
antiespástico (relaxante muscular).
Cuidados de armazenamento: O produto deve ser conservado em temperatura ambiente
(entre 15 e 30oC).
Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize o produto após a
data de validade.
Gravidez: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
após o seu término. Você não deve usar LIORESAL se estiver grávida ao menos que seu
médico aconselhe você a tomá-lo. Diga ao seu médico se você está grávida ou planeja
engravidar. Seu médico discutirá com você o potencial risco de tomar LIORESAL durante a
gravidez.
Lactação: Informe ao médico se está amamentando. Apenas uma pequena quantidade de
LIORESAL passa para o leite materno. Contanto que seu bebê seja monitorado e seu médico
concorde com o uso de LIORESAL, você pode amamentar.
Cuidados de administração: Siga corretamente as instruções de seu médico, respeitando
sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrrupção do tratamento: Não interromper ou modificar o tratamento sem o
conhecimento do seu médico. Sendo necessária a descontinuação do uso do produto, esta deve
ser feita com redução gradual das doses, a exceção dos casos de reações adversas graves, onde
seu médico poderá optar pela interrupção imediata do tratamento.
Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.
LIORESAL é geralmente bem tolerado, porém, em geral no início do tratamento, algumas
reações desagradáveis podem ocorrer, tais como: dor de cabeça, secura da boca, sedação
diurna, tontura, sonolência, confusão mental, insônia, náuseas, vômitos e distúrbios
gastrintestinais.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. Lembre-se também
de quaisquer medicamentos que não foram prescritos pelo seu médico. As substâncias
conhecidas que interferem na ação de LIORESAL são: álcool; drogas sedativas; medicamentos
usados para tratar depressão; medicamentos usados para tratar pressão sangüínea alta;
medicamentos usados para tratar doença de Parkinson.
Contra-indicações e precauções: LIORESAL é contra-indicado a pacientes com conhecida
hipersensibilidade ao baclofeno ou aos demais componentes da formulação.
Tenha especial cuidado com LIORESAL: se você tem alguma doença mental acompanhada por
confusão ou depressão; se você for portador de epilepsia (convulsões); se você tem dor aguda
no estômago (úlcera) ou intestino, problemas respiratórios, doença no rim ou no fígado, ou um
distúrbio de circulação no cérebro; se você tem dificuldade em urinar; se você é diabético.
Se tiver doença renal, o médico irá decidir se o LIORESAL é o tratamento adequado para
você.
Antes de tomar LIORESAL, informe o médico se estiver tomando medicamento para artrite ou
dor.
Se qualquer uma dessas condições se aplica à você, informe ao seu médico antes de tomar
LIORESAL.
Se for portador de qualquer outra doença informe ao seu médico.
Recomenda-se cuidado aos pacientes que dirigem veículos e/ou operam máquinas pois sua
capacidade de concentração pode estar prejudicada.
Pacientes em tratamento com LIORESAL não devem ingerir bebidas alcoólicas.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: antiespástico de ação medular; código ATC: M03BX01.
LIORESAL é um antiespástico de ação medular altamente eficaz. Seu mecanismo de ação e
propriedades farmacológicas o diferenciam de outros agentes antiespásticos. O baclofeno
deprime a transmissão do reflexo monossináptico e polissináptico através da estimulação dos
receptores GABAB. Esta estimulação, por sua vez, inibe a liberação dos aminoácidos
excitatórios, glutamato e aspartato. A transmissão neuromuscular não é afetada pelo baclofeno.
O baclofeno exerce efeito antinociceptivo. Em doenças neurológicas associadas a espasmo dos
músculos esqueléticos, os efeitos clínicos do LIORESAL são benéficos sobre contrações
musculares reflexas e proporcionam acentuado alívio sobre espasmo doloroso, automatismo e
clono. LIORESAL melhora a mobilidade do paciente, facilitando o gerenciamento das
atividades diárias (incluindo cateterização) e fisioterapia. Prevenção e melhoria de úlceras de
decúbito, melhoria no padrão de sono (devido a eliminação dos espasmos musculares
dolorosos) e nas funções da bexiga e esfíncter, têm também sido observadas como efeitos
indiretos do tratamento com LIORESAL, levando a uma melhor qualidade de vida do paciente.
O baclofeno estimula a secreção gástrica ácida.
Farmacocinética
Absorção
O baclofeno é rápida e completamente absorvido a partir do trato gastrintestinal. Após
administração oral de doses únicas de 10, 20 e 30 mg de baclofeno, concentrações plasmáticas
máximas, com médias de cerca de 180, 340 e 650 ng/mL, respectivamente, foram registradas
após 0,5 - 1,5 horas. As áreas sob as curvas de concentração sérica (AUC´s) são proporcionais
às doses.
Distribuição
O volume de distribuição do baclofeno é de 0,7 L/kg e o índice de ligação a proteínas séricas é
de aproximadamente 30%. No fluido cerebroespinhal o baclofeno atinge concentrações
aproximadamente 8,5 vezes mais baixas que no plasma.
Biotransformação
O baclofeno é metabolizado a uma pequena escala. Denominação do principal rendimento
metabolito, o ácido beta-(p-clorofenil)-4-hidroxibutírico, que é farmacologicamente inativo.
Eliminação/ Excreção
A meia-vida de eliminação plasmática do baclofeno é, em média, de 3 a 4 horas. O baclofeno é
amplamente eliminado na forma inalterada, sendo o principal metabólito o ácido beta-(pclorofenil)-
4-hidroxibutírico que é farmacologicamente inativo. Em 72 horas,
aproximadamente 75% da dose é excretada pelos rins, sendo cerca de 5% desta quantidade
como metabólitos, o restante da dose, tendo cerca de 5% como metabólitos, é excretado pelas
fezes.
Características em pacientes
A farmacocinética do baclofeno em pacientes idosos é a mesma apresentada em pacientes
jovens.
Dados de segurança pré-clínicos
Evidências experimentais até o momento sugerem que o baclofeno não possui potencial
carcinogênico ou mutagênico.
Foi observado aumento, aparentemente relacionado à dose, na incidência de cisto ovariano e
adrenais aumentadas e/ou hemorrágicas com o uso de doses máximas (50 - 100 mg/kg) em
ratas tratadas com baclofeno por dois anos.
Indicações
Espasticidade dos músculos esqueléticos na esclerose múltipla. Estados espásticos nas
mielopatias de origem infecciosa, degenerativa, traumática, neoplásica ou desconhecida, por
exemplo: paralisia espinal espasmódica, esclerose lateral amiotrófica, siringomielia, mielite
transversa, paraplegia ou paraparesia traumática e compressão do cordão medular; espasmo
muscular de origem cerebral, especialmente decorrente de paralisia cerebral infantil, assim
como decorrentes de acidentes cerebrovasculares ou na presença de doença cerebral
degenerativa ou neoplásica.
Contra-indicações
Hipersensibilidade conhecida ao baclofeno ou aos demais componentes da formulação.
Advertências e precauções
Distúrbios psiquiátricos e do sistema nervoso
Pacientes portadores de distúrbios psicóticos, esquizofrenia, distúrbios maníaco ou
depressivo, estados confusionais ou mal de Parkinson devem ser mantidos sob cuidadosa
vigilância quando tratados com LIORESAL, pois pode ocorrer exacerbação destas condições.
Epilepsia
Deve-se dar também atenção especial a pacientes portadores de epilepsia, já que pode ocorrer
a redução no limiar de convulsão, havendo registros ocasionais de crises após a
descontinuação do tratamento ou com superdose, portanto a terapia anticonvulsivante
adequada deve ser continuada e o paciente monitorado.
Outros
LIORESAL deve ser usado com cautela em pacientes com histórico ou portadores de úlcera
péptica, assim como naqueles portadores de moléstias cerebrovasculares ou com insuficiência
respiratória, ou hepática. LIORESAL não é recomendado em pacientes com insuficiência
renal.
Perturbações urinárias
Sob tratamento com LIORESAL, distúrbios neurogênicos que afetem o esvaziamento da
bexiga podem mostrar uma melhora e em pacientes com preexistente hipertonia do esfíncter
pode ocorrer retenção aguda de urina; nestes casos o medicamento deve ser utilizado com
cautela.
Testes laboratoriais
Foram relatados casos raros de elevação dos níveis séricos de transaminases, fosfatase
alcalina e glicose, por este motivo recomenda-se a avaliação laboratorial periódica de
pacientes portadores de disfunção hepática ou diabetes mellitus, de modo a assegurar que não
tenham ocorrido alterações induzidas pela medicação nestas patologias subjacentes.
Na descontinuação abrupta do tratamento com LIORESAL, especialmente após emprego por
longo prazo, foram relatados casos de ansiedade e estados confusionais, alucinações, estados
psicóticos, maníacos ou paranóicos, convulsões (estado epiléptico), discinesia, taquicardia,
hipertermia e, como fenômeno rebote, agravamento temporário de espasticidade. Portanto,
exceto nos casos de emergência devido à superdose ou de reação adversa grave, o tratamento
deve ser gradualmente descontinuado, através da redução sucessiva da dose (por período de
cerca de 1 a 2 semanas).
Excipientes
LIORESAL comprimidos contém amido, que pode conter glúten, mas em quantidades mínimas.
A administração de LIORESAL comprimidos é, portanto, considerada segura para pessoas
com doença celíaca.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
LIORESAL pode causar tontura, sedação, sonolência e distúrbios visuais (ver “Reações
Adversas”) os quais podem prejudicar as reações dos pacientes. Pacientes que apresentarem
essas reações adversas devem evitar dirigir ou operar máquinas.
Gravidez e lactação
Gravidez
O baclofeno administrado por via oral tem demonstrado um aumento na incidência de
onfalocele (hérnia ventral) em fetos de ratos com uma dose oral aproximadamente 13 vezes a
máxima permitida (em mg/kg) recomendada para o uso humano. Essa anormalidade não foi
observada em camundongos ou coelhos.
Não há até o momento estudos conclusivos sobre o uso do produto em gestantes. Sabe-se que o
baclofeno atravessa a barreira placentária e não deveria, portanto, ser utilizado durante a
gravidez, a não ser que o benefício potencial para a mãe supere o risco potencial para o feto.
Lactação
LIORESAL, administrado em doses terapêuticas, passa para o leite materno, mas em
quantidades tão pequenas que não se prevê efeitos indesejáveis ao lactente.
Interações medicamentosas
Quando LIORESAL é administrado concomitantemente com outras drogas que atuam sobre o
sistema nervoso central (SNC), opiáceos sintéticos ou álcool pode ocorrer aumento da sedação
(ver "Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas"). O risco de
depressão respiratória é também aumentado. É necessário um monitoramento cauteloso nas
funções respiratórias e cardiovasculares, especialmente em pacientes com doenças
cardiopulmonares e fraqueza no músculo respiratório. Durante o tratamento concomitante com
antidepressivos tricíclicos, o efeito de LIORESAL pode ser potencializado, resultando em
hipotonia muscular pronunciada. Uma vez que o tratamento concomitante com antihipertensivos
pode resultar em aumento na queda de pressão arterial, a dose de medicação antihipertensiva
deve ser adequadamente reajustada. Em pacientes com mal de Parkinson
recebendo tratamento com LIORESAL e levodopa foram relatados episódios de confusão
mental, alucinações, cefaléia, náuseas e agitação.
Fármacos ou medicamentos que podem afetar significantemente a função renal podem reduzir
a excreção de baclofeno conduzindo a efeitos tóxicos (ver “Advertências e Precauções”).
Reações adversas
As reações adversas (tabela 1) estão listadas de acordo com suas frequências, começando pela
mais freqüente, usando a seguinte convenção: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100, <
1/10); incomum (≥ 1/1000, < 1/100); raro (≥ 1/10000), incluindo casos isolados.
Os efeitos indesejáveis ocorrem principalmente no início do tratamento (ex.: sedação,
sonolência), ou se a dose for rapidamente elevada, ou se forem administradas doses altas. As
reações adversas são geralmente transitórias e podem ser atenuadas ou eliminadas pela
redução da dose, sendo raramente graves a ponto de levar à retirada da medicação. Podem
assumir forma mais grave em pacientes com histórico de doença psiquiátrica ou distúrbios
cerebrovasculares (ex.: acidente vascular cerebral), bem como em pacientes idosos.
A diminuição do limiar de convulsão e convulsões podem ocorrer, particularmente em
pacientes epilépticos.
Alguns pacientes demonstraram espasticidade muscular aumentada como uma reação
paradoxal ao medicamento.
Muitos dos efeitos adversos relatados ocorreram em associação com o tratamento das
condições abaixo.
Tabela 1
Transtornos do sistema nervoso
Muito comum Sedação, sonolência.
Comum Depressão respiratória, delírios, tontura, fadiga,
exaustão, confusão mental, vertigem, dor de
cabeça, insônia, euforia, depressão, mialgias,
fraqueza muscular, ataxia, tremores, nistagmo,
alucinações, pesadelos, boca seca.
Raro Parestesia, disartria, disgeusia.
Muito raro Hipotermia.
Transtornos da visão
Comum Distúrbios de acomodação, distúrbios visuais.
Transtornos cardíacos
Comum Piora das funções cardíacas.
Transtornos vasculares
Comum Hipotensão.
Transtornos gastrintestinais
Muito comum Náusea.
Comum Distúrbios gastrintestinais, vômito seco, vômito,
constipação, diarréia.
Raro Dor abdominal.
Transtornos hepatobiliares
Raro Função hepática anormal.
Transtornos da pele e tecido subcutâneo
Comum Hiperidrose, rash.
Transtornos renais e urinário
Comum Polaquiúria, enurese, disúria.
Raro Retenção urinária.
Transtornos do sistema reprodutivo
Raro Disfunção erétil.
Posologia
O tratamento com LIORESAL deve sempre ser iniciado com baixas doses que são
gradualmente elevadas até que se atinja a dose diária ótima. É recomendado a menor dose
compatível com uma resposta ótima. Esta dose deve ser adaptada às necessidades do paciente,
de modo que clonos, espasmos flexores e extensores e a espasticidade sejam reduzidos, mas
que efeitos adversos sejam evitados ao máximo. De modo a prevenir excessiva fraqueza
muscular e quedas, LIORESAL deve ser usado com cautela quando espasticidade é necessária
para sustentar a postura vertical e balanço na locomoção ou sempre que espasticidade é
utilizada para manter funções. Pode ser importante manter certo grau de tônus muscular e
permitir espasmos ocasionais para suporte da função circulatória.
LIORESAL deve ser ingerido durante as refeições com um pouco de líquido. Caso seja
necessário, o comprimido pode ser dissolvido em água imediatamente antes de sua
administração. A dose diária deve ser administrada fracionadamente, preferencialmente em 3
vezes para adultos.
LIORESAL não é recomendado em pacientes com insuficiência renal
Se nenhum benefício for evidente dentro de 6 a 8 semanas da obtenção da dose máxima, deve
ser decidido se o tratamento com LIORESAL será continuado.
Adultos: o tratamento deve ser iniciado com dose de 15 mg ao dia, preferencialmente dividida
em 2-4 doses, que, para uma titulação cuidadosa da dose, deve ser subseqüentemente elevada
por incrementos de 15 mg/dia, a intervalos de três dias, em 15 mg/dia três vezes ao dia até que
a dose diária necessária seja atingida. Em certos pacientes sensíveis a drogas, é aconselhável
iniciar com dose diária mais baixa (5 ou 10 mg) e elevá-la de maneira mais gradual. A dose
ótima geralmente varia entre 30 e 80 mg/dia, embora em pacientes hospitalizados doses diárias
entre 100 a 120 mg podem, ocasionalmente, ser administradas.
Pacientes idosos: Uma vez que a ocorrência de reações adversas é mais provável em pacientes
idosos ou em pacientes com estados espásticos de origem cerebral, recomenda-se nestes casos
uma programação cuidadosa das doses e manutenção de vigilância apropriada.
Superdose
Sinais e sintomas:
Características proeminentes são os sinais de depressão do sistema nervoso central: sonolência,
perda de consciência, depressão respiratória, coma. Podem também ocorrer: confusão,
alucinações, agitação, alterar EEG (rebentamento da supressão padrão e ondas trifásicas)
distúrbios de acomodação visual, ausência de reflexo pupilar, hipotonia muscular generalizada,
mioclonia, hiporreflexia ou arreflexia, vasodilatação periférica, hipotensão ou hipertensão,
bradicardia, taquicardia ou arritmia cardíaca, hipotermia, náusea, vômitos, diarréia,
hipersalivação, valores elevados de enzimas do fígado. Se várias substâncias ou medicações
que atuem sobre o SNC (ex.: álcool, diazepam, antidepressivos tricíclicos) forem ingeridas em
concomitância, pode ocorrer piora do quadro clínico.
Tratamento:
Não se conhece antídoto específico. Medidas de suporte e tratamento sintomático devem ser
aplicados para complicações tais como hipotensão, hipertensão, convulsões, distúrbios
gastrintestinais, e depressão respiratória ou cardiovascular. Logo após a ingestão de uma
quantidade potencialmente tóxica, pode ser administrado carvão ativado. Descontaminação
gástrica (por ex.: lavagem gástrica) pode ser aplicada em casos individuais, principalmente
logo após a administração de uma superdose (60 minutos). Pacientes em coma ou convulsivos
devem ser entubados antes de se inciar uma descontaminação gástrica. Uma vez que a droga é
excretada principalmente através dos rins, grandes quantidades de líquidos devem ser
ministradas, possivelmente com diurético. Hemodiálise (algumas vezes imprevisíveis) pode ser
útil em casos de intoxicação grave associada com insuficiência renal (advertências especiais e
precauções de utilização). Em caso de convulsões, ministrar diazepam cuidadosamente por via
intravenosa.
Pacientes idosos
Pacientes idosos podem fazer uso de LIORESAL, porém o tratamento deve ser monitorizado
com cuidado. Uma vez que a ocorrência de reações adversas é mais provável em pacientes
idosos ou em pacientes com estados espásticos de origem cerebral, recomenda-se nestes casos
uma programação cuidadosa das doses e manutenção de vigilância apropriada.

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