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MOVATEC 15MG INJETAVEL COM 5 AMPOLAS DE 1,5ML
Fabricado por BOEHRINGER

MOVATEC 15MG INJETAVEL COM 5 AMPOLAS DE 1,5ML

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Ficha técnica

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Descrição complementar Bula

ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

MOVATEC apresenta propriedades anti-inflamatórias contra dor e febre. Ele age inibindo preferencialmente o funcionamento da enzima responsável pela inflamação, COX-2, e da COX-1 em menor extensão. O tempo médio para o início da ação é de 80 a 90 minutos após a ingestão.

Movatec®
meloxicam
Forma farmacêutica e apresentação
Solução injetável: embalagem com 5 ampolas de 1,5 ml.
Outra forma farmacêutica e apresentações:
Comprimidos de 7,5 mg: embalagem com 10 comprimidos.
Comprimidos de 15 mg: embalagem com 10 comprimidos.
Via intramuscular
Uso adulto
Composição
Cada ampola de 1,5 ml contém:
meloxicam....................................................................... 15 mg
Excipientes: meglumina, glicofurol, pluronic F68, cloreto de sódio, glicina,
hidróxido de sódio, água para injeção.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO ou COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
MOVATEC é um medicamento antiinflamatório, destinado ao tratamento dos
sintomas da artrite reumatóide e das osteoartrites.
O tempo médio de início de ação do medicamento é de 80 a 90 minutos.
INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO ou POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI
INDICADO?
Alívio da dor e diminuição da inflamação devida a doenças das articulações tais
como artrite reumatóide e osteoartrite.
RISCOS DO MEDICAMENTO ou QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Contra-indicações
MOVATEC não deve ser utilizado em pacientes que tenham apresentado
hipersensibilidade (alergia) ao meloxicam ou aos componentes da sua fórmula.
Existe a possibilidade de ocorrer alergia em pessoas que sabidamente têm
alergia ao ácido acetilsalicílico ou a outros antiinflamatórios.
Pacientes que tenham apresentado distúrbios como asma, pólipos nasais,
inchaço da língua, lábios e face ou urticária após o uso de ácido acetilsalicílico
ou outros antiinflamatórios não devem usar MOVATEC.
MOVATEC não deve ser administrado a pacientes com úlcera gastrintestinal
ativa ou recente / perfuração, Doença Inflamatória Intestinal Ativa (Doença de
Chron ou Colite Ulcerativa), sangramento gastrintestinal ativo, sangramento
cerebro-vascular recente ou estabelecidos distúrbios de sangramento
sistêmico.
MOVATEC não deve ser administrado em casos de insuficiência hepática
grave, insuficiência renal grave não-dialisada, insuficiência cardíaca grave nãocontrolada.
Pacientes tratados com anticoagulantes não devem usar MOVATEC injetável,
já que podem ocorrer hematomas intramusculares.
MOVATEC é contra indicado para o tratamento de dor peri-operatória após
realização de cirurgia de revascularização do miocárdio ou angioplastia.
MOVATEC injetável é contra-indicado na faixa etária de 0 a 15 anos de
idade.
Não deve ser utilizado durante a gravidez ou a lactação.
Advertências
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações
indesejáveis.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser
perigoso para a sua saúde.
Precauções
Pacientes com antecedentes de doenças do trato gastrintestinal devem ter
cuidado ao utilizar o produto. Pacientes com sintomas gastrintestinais devem
ser monitorados. O tratamento com MOVATEC deve ser interrompido se
ocorrer úlcera péptica ou sangramento gastrintestinal.
Da mesma forma que com outros antiinflamatórios, ulceração, perfuração e
sangramento gastrintestinais, que podem ser fatais, podem ocorrer a qualquer
momento durante o tratamento em pacientes com ou sem sintomatologia prévia
ou antecedentes de distúrbios gastrintestinais graves. As conseqüências
destes eventos normalmente são mais graves em pacientes idosos.
Relataram-se muito raramente casos de reações cutâneas graves, algumas
fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise
epidérmica tóxica associados ao uso de antiinflamatórios não-esteróides.
Supõe-se que os pacientes estejam sob maior risco a essas reações no início
da terapia, com o início das reações ocorrendo, na maioria dos casos, no
primeiro mês do tratamento. O tratamento com MOVATEC deve ser
interrompido a partir do surgimento das erupções na pele, lesões na mucosa ou
qualquer outro sinal de alergia.
Os antiinflamatórios não-esteróides podem aumentar o risco de eventos
cardiovasculares trombóticos graves, infarto do miocárdio e derrame, que
podem ser fatais. Este risco pode aumentar com o prolongamento da
terapêutica com antiinflamatórios não-esteróides. Pacientes com doença
cardiovascular ou fatores de risco para doença cardiovascular podem estar sob
maior risco.
Os pacientes com maior risco de complicações renais devido ao uso de
antiinflamatórios como os idosos, os que se encontram desidratados, os
portadores de insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, síndrome
nefrótica, insuficiência renal, os pacientes em tratamento com diuréticos,
inibidores da ECA ou antagonistas dos receptores de angiotensina II ou os que
se encontram hipovolêmicos após grandes cirurgias, devem utilizar o produto
com cautela. Via de regra a descompensação renal retorna ao estágio prétratamento
com a interrupção do medicamento.
Em casos raros, os antiinflamatórios podem provocar doenças nos rins como
nefrite intersticial, glomerulonefrite, necrose medular renal ou síndrome
nefrótica.
Nos pacientes com insuficiência renal grave em tratamento com hemodiálise, a
dose de MOVATEC não deve exceder 7,5 mg ao dia.
Da mesma forma que com outros antiinflamatórios, observaram-se elevações
ocasionais de exames laboratoriais que refletem as funções do fígado. Na
maioria dos casos, o aumento acima dos níveis normais foi transitório e
pequeno. Se as alterações forem significativas ou persistentes, é necessário
interromper a administração de MOVATEC e solicitar os exames apropriados.
Em caso de cirrose hepática clinicamente estável, não há necessidade de
redução da dose de MOVATEC.
A tolerabilidade ao produto é menor em pacientes debilitados ou desnutridos,
que devem ser cuidadosamente supervisionados. Da mesma forma que com
outros antiinflamatórios, deve-se ter cautela no tratamento de pacientes idosos,
nos quais as funções renal, hepática e cardíaca estão mais freqüentemente
alteradas.
Os antiinflamatórios podem causar retenção de água e sais minerais
ocasionando inchaço (edema). Também pode haver redução do efeito de
diuréticos. Como resultado, pode haver precipitação ou exacerbação de
insuficiência cardíaca ou hipertensão em pacientes susceptíveis.
O meloxicam, assim como outros antiinflamatórios, pode mascarar os sintomas
de doença infecciosa subjacente.
Para interações medicamentosas que requerem atenção particular, veja o item
“Interações medicamentosas”.
Não existem estudos específicos relativos aos efeitos sobre a habilidade de
dirigir veículos ou operar máquinas. Pacientes com distúrbios visuais,
sonolência ou outros distúrbios do sistema nervoso central devem suspender
tais atividades.
Gravidez e lactação
O uso de MOVATEC, assim como de outros antiinflamatórios, pode
comprometer a fertilidade e não é recomendado em mulheres que estejam
tentando engravidar. Dessa forma, em mulheres que apresentem dificuldade de
engravidar ou que estejam sob investigação de infertilidade, deve-se considerar
a interrupção do uso de MOVATEC.
No início da gravidez, o uso de MOVATEC assim como de outros
antiinflamatórios não-esteróides pode comprometer a gestação e tem sido
relacionado a aumento do risco de abortos, de malformações cardíacas e
abdominais (gastrosquise).
Durante o terceiro trimestre da gestação, o uso de MOVATEC ou de outros
antiinflamatórios não-esteróides pode favorecer a ocorrência no feto de
complicações cardíacas, pulmonares e renais, causar possível prolongamento
do tempo de sangramento, e inibir as contrações uterinas na mãe, prolongando
ou retardando o trabalho de parto.
Embora não haja experiência específica com MOVATEC, sabe-se que os
antiinflamatórios não-esteróides passam para o leite materno. Desta forma, a
administração de MOVATEC é contra-indicada em mulheres que estão
amamentando.
MOVATEC não deve ser utilizado durante a gravidez e o período de
lactação.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Interações Medicamentosas
− Outros Inibidores das Prostaglandinas incluindo glicocorticóides e
salicilatos (ácido acetilsalicílico): a administração simultânea de inibidores
das prostaglandinas pode aumentar o risco de úlceras e sangramentos
gastrintestinais e não é recomendada.
O uso concomitante de meloxicam com outros antiinflamatórios nãoesteróides
não é recomendado.
− Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS): aumentam o
risco de sangramento gastrintestinal.
− O lítio: o uso concomitante com os antiinflamatórios não-esteróides não é
recomendado pois pode provocar aumento da concentração de lítio no
sangue até níveis tóxicos.
− O metotrexato: o uso concomitante com os antiinflamatórios nãoesteróides
pode provocar aumento da concentração do metotrexato no
sangue e por esta razão não é recomendado para os pacientes tratados
com altas doses de metotrexato (> 15 mg/semana) e para os pacientes
tratados com baixas doses de metotrexato, especialmente naqueles com
função renal comprometida.
− Contracepção: há relatos de que os antiinflamatórios diminuem a eficácia
do DIU (dispositivo intra-uterino).
− Diuréticos: o tratamento concomitante com antiinflamatórios é associado a
risco aumentado de insuficiência renal aguda em pacientes desidratados.
− Anti-hipertensivos (beta-bloqueadores, inibidores da ECA,
vasodilatadores, diuréticos): há relatos de diminuição do efeito de antihipertensivos
no tratamento com antiinflamatórios.
− Antagonistas dos receptores de angiotensina II e inibidores da ECA: o
tratamento concomitante com antiinflamatórios é associado a risco
aumentado de insuficiência renal aguda em pacientes com função renal
comprometida.
− A colestiramina: leva a uma eliminação mais rápida do meloxicam.
− A ciclosporina: os antiinflamatórios podem aumentar a toxicidade causada
pela ciclosporina aos rins.
A administração concomitante de MOVATEC com antiácidos, cimetidina,
digoxina ou furosemida não apresentou interação farmacocinética significativa.
Não se podem excluir interações com hipoglicemiantes orais.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de
algum outro medicamento.
MODO DE USO ou COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Aspecto físico
MOVATEC solução injetável é uma solução clara de coloração amareloesverdeada.
Características organolépticas
MOVATEC solução injetável possui odor apenas perceptível.
Dosagem
MOVATEC injetável deve ser administrado na dose de uma ampola ao dia, ou
seja, 15 mg/dia, por via intramuscular profunda.
Como a posologia em crianças e adolescentes ainda não foi estabelecida, o
uso da solução injetável deve ser restrita aos adultos.
Administração combinada: dose diária total de MOVATEC administrada
como comprimido e solução injetável não deve exceder 15 mg.
Como usar
MOVATEC injetável deve ser administrado por via intramuscular profunda.
Nunca utilizar a via intravenosa. A administração intramuscular só deve ser
utilizada durante os primeiros dias de tratamento. Para a continuidade do
tratamento, deve-se optar pela administração oral.
Não se deve misturar MOVATEC injetável com outras drogas na mesma
seringa devido à possibilidade de incompatibilidade.
A dose de MOVATEC para pacientes com insuficiência renal grave em
tratamento com hemodiálise não deve ser maior que 7,5 mg.
MOVATEC injetável não deve ser administrado por via intravenosa.
Como o potencial para reações adversas aumenta com a dose e com o tempo
de exposição ao meloxicam, deve-se utilizar a menor dose diária eficaz
durante o menor tempo possível.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar
observe o aspecto do medicamento.
REAÇÕES ADVERSAS ou QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO
PODE CAUSAR?
Relataram-se os seguintes eventos adversos possivelmente relacionados com
a administração de MOVATEC.
Freqüência ≥ 1/100 a < 1/10
Distúrbios do sistema nervoso: dor de cabeça
Distúrbios gastrintestinais: dor abdominal, dispepsia, diarréia, náusea, vômito
Distúrbios gerais e condições no local de administração: endurecimento no
local de injeção, dor no local de injeção
Freqüência ≥ 1/1.000 a < 1/100
Distúrbios do sangue: anemia
Distúrbios do sistema imunológico: reação de hipersensibilidade imediata
(alergia)
Distúrbios do sistema nervoso: vertigem, sonolência
Distúrbios dos ouvidos e labirinto: vertigem
Distúrbios vasculares: elevação da pressão arterial, rubor facial
Distúrbios gastrintestinais: sangramento gastrintestinal visível ou inaparente,
gastrite, estomatite, constipação, flatulência, eructação
Hemorragia gastrintestinal, ulceração ou perfuração podem ser fatais
Distúrbios do fígado e vias biliares: alteração nos testes de função do fígado
(por exemplo, transaminase ou bilirrubina aumentadas)
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: inchaço, lesões de pele, coceira
Distúrbios renais e urinários: alteração nos testes de função renal (elevações
da creatinina sérica e/ou uréia sérica)
Distúrbios da micção, incluindo retenção urinária aguda
Distúrbios gerais e condições no local de administração: edema (inchaço)
Freqüência ≥ 1/10.000 a < 1/1.000
Distúrbios do sangue: contagem sanguínea anormal (incluindo contagem
diferencial de leucócitos - células brancas do sangue), leucopenia (diminuição
das células brancas), trombocitopenia (diminuição das plaquetas)
A administração concomitante de drogas potencialmente mielotóxicas, em
particular metotrexato, parece ser um fator predisponente para o aparecimento
de citopenia.
Distúrbios psiquiátricos: alterações do humor
Distúrbios visuais: perturbação visual incluindo visão turva, conjuntivite
Distúrbios dos ouvidos e labirinto: zumbido
Distúrbios cardíacos: palpitações
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: asma, em indivíduos
alérgicos à aspirina ou outros antiinflamatórios não-esteróides
Distúrbios gastrintestinais: úlcera no estômago ou duodeno, colite, esofagite
Hemorragia gastrintestinal, ulceração ou perfuração podem ser fatais
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: necrólise epidérmica tóxica,
Síndrome de Stevens-Johnson, urticária
Freqüência < 1/10.000
Distúrbios gastrintestinais: perfuração gastrintestinal
Hemorragia gastrintestinal, ulceração ou perfuração podem ser fatais
Distúrbios do fígado e vias biliares: hepatite
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: dermatite bolhosa, eritema
multiforme
Distúrbios renais e urinários: insuficiência renal aguda
Freqüência não determinada
Distúrbios do sistema imunológico: choque anafilático, reação anafilática,
reação anafilactóide (alergia)
Distúrbios psiquiátricos: estado de confusão, desorientação
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: reação de fotossensibilidade (lesões
de pele por exposição à luz)
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE ou O QUE FAZER SE ALGUÉM
USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ
VEZ?
Não existe antídoto específico para meloxicam. Não há quadro clínico
típico associado à superdose com meloxicam. Procure assistência
médica para tratamento sintomático e de suporte.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO ou ONDE E COMO DEVO
GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Manter o medicamento em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
MOVATEC (meloxicam) é um agente antiinflamatório não-esteróide
pertencente à classe do ácido enólico, um dos derivados da classe dos
oxicans, que nos estudos farmacológicos em animais apresentou propriedades
antiinflamatórias, analgésicas e antipiréticas. MOVATEC demonstrou potente
atividade antiinflamatória em todos os modelos clássicos de inflamação. Um
mecanismo de ação comum para os efeitos acima descritos é a inibição pelo
meloxicam da biossíntese das prostaglandinas, conhecidos mediadores da
inflamação.
A comparação entre a dose ulcerogênica e a dose antiinflamatória eficaz,
realizada em modelos adjuvantes de artrite em ratos, confirmou uma margem
terapêutica superior à dos antiinflamatórios não-esteróides de referência em
animais. In vivo, MOVATEC inibiu a biossíntese de prostaglandinas mais
intensamente no local da inflamação que na mucosa gástrica ou nos rins.
Supõe-se que essas diferenças estejam relacionadas à inibição preferencial da
COX-2 em relação à COX-1 e acredita-se que a inibição da COX-2 promova os
efeitos terapêuticos dos antiinflamatórios não-esteróides, enquanto que a
inibição da COX-1 constitucional possa ser responsável pelos efeitos colaterais
gástricos e renais.
A inibição preferencial da COX-2 por MOVATEC foi demonstrada in vitro e ex
vivo, em vários testes. No estudo com sangue total humano, MOVATEC
demonstrou inibir preferencialmente a COX-2 in vitro. MOVATEC (7,5 e 15 mg)
demonstrou uma inibição maior da COX-2 ex vivo, como demonstrado por uma
inibição maior da produção de PGE2 estimulada por lipopolissacarídeo (COX-2)
em relação à produção de tromboxano no sangue coagulado (COX-1). Esses
efeitos foram dependentes da dose. As doses recomendadas de MOVATEC
não mostraram ter efeito na agregação plaquetária nem no tempo de
sangramento ex vivo, enquanto a indometacina, o diclofenaco, o ibuprofeno e o
naproxeno inibiram significativamente a agregação plaquetária e prolongaram o
sangramento.
Estudos clínicos demonstraram uma incidência menor de eventos adversos
gastrintestinais (p. ex. dispepsia, vômitos, náusea e dor abdominal) com
MOVATEC 7,5 e 15 mg em relação a outros antiinflamatórios não-esteróides.
A incidência de relatos de perfuração do trato gastrintestinal superior, úlceras e
sangramentos associados ao meloxicam é baixa e dependente da dose.
Não há nenhum estudo com poder adequado para detectar as diferenças
estatísticas na incidência de eventos adversos clinicamente significativos tais
como perfuração, obstrução ou sangramento de trato gastrintestinal superior
entre o meloxicam e outros antiinflamatórios não-esteróides.
Realizou-se uma análise combinada de 35 estudos clínicos envolvendo
pacientes tratados diariamente com meloxicam com indicação para osteoartrite,
artrite reumatóide e espondilite anquilosante. O tempo de exposição ao
meloxicam nesses estudos variou de 3 semanas a um ano (a maioria dos
pacientes foi incluída em estudos de um mês). A maioria dos estudos permitiu
a participação de pacientes com história anterior de perfuração gastrintestinal,
úlceras ou sangramentos. A incidência de perfuração do trato gastrintestinal
superior, obstrução ou sangramento (POS) clinicamente significativos foi
avaliada retrospectivamente de acordo com uma revisão cega independente.
Os resultados estão na tabela a seguir.
Risco cumulativo de perfuração, obstrução e sangramento (POS) para
meloxicam 7,5 mg e 15 mg a partir de estudos clínicos realizados pela
Boehringer Ingelheim em comparação ao diclofenaco e ao piroxicam
(estimativas de Kaplan-Meier).
Tratamento Dias Pacientes POS Risco (%)
Dose
diária
Intervalo de
confiança
de 95%
meloxicam
7,5 mg 1 a 29 9636 2 0,02 0,00 - 0,05
30 a 90 551 1 0,05 0,00 - 0,13
15 mg 1 a 29 2785 3 0,12 0,00 - 0,25
30 a 90 1683 5 0,40 0,12 - 0,69
91 a 181 1090 1 0,50 0,16 - 0,83
182 a 364 642 0 0,50
diclofenaco 1 a 29 5110 7 0,14 0,04 - 0,24
100 mg 30 a 90 493 2 0,55 0,00 - 1,13
piroxicam 1 a 29 5071 10 0,20 0,07 - 0,32
20 mg 30 a 90 532 6 1,11 0,35 - 1,86
Farmacocinética
O meloxicam é completamente absorvido após administração intramuscular.
A biodisponibilidade relativa em relação à administração por via oral é de quase
100%. Dessa forma, não é necessário ajuste de dose na substituição do
tratamento via intramuscular pela via oral.
Após a administração intra-muscular de 15 mg, a concentração plasmática
máxima (ao redor de 1,62 μg/ml) é alcançada em aproximadamente 60
minutos.
Distribuição
O meloxicam liga-se fortemente às proteínas plasmáticas, principalmente à
albumina (99%). O meloxicam penetra no líquido sinovial onde atinge
aproximadamente metade da concentração plasmática.
O volume de distribuição é baixo, média de 11 litros. A variação interindividual é
de 30 – 40%.
Biotransformação
O meloxicam passa por extensa biotransformação hepática.
Identificam-se na urina 4 metabólitos de meloxicam, todos
farmacodinamicamente inativos. O principal metabólito, 5’carboximeloxicam
(60% da dose), é formado por oxidação de um metabólito intermediário 5’
hidroximetilmeloxicam, que também é excretado em menor quantidade (9% da
dose). Estudos in vitro sugerem que CYP 2C9 exerce um importante papel na
via metabólica, com uma pequena contribuição da isoenzima CYP 3A4. A
atividade da peroxidase do paciente é provavelmente responsável pelos outros
2 metabólitos, estimados em 16% e 4% da dose administrada respectivamente.
Eliminação
O meloxicam é excretado predominantemente na forma de metabólitos na
mesma proporção na urina e nas fezes. Menos de 5% da dose diária é
excretada de forma inalterada nas fezes, enquanto traços do composto
inalterado são excretados na urina.
A meia-vida de eliminação média é de cerca de 20 horas.
A média da depuração total plasmática é cerca de 8 ml/min.
Linearidade/não linearidade
O meloxicam apresenta farmacocinética linear na faixa de dose terapêutica de
7,5 mg a 15 mg após administração oral ou intramuscular.
Populações especiais
Insuficiência renal/hepática
A insuficiência hepática e a insuficiência renal leve a moderada não interferem
significativamente na farmacocinética do meloxicam. Na insuficiência renal
terminal, o aumento do volume de distribuição pode resultar em maiores
concentrações de meloxicam livre e não se deve exceder a dose diária de 7,5
mg.
Idosos
A depuração plasmática média no estado de equilíbrio foi discretamente menor
nos indivíduos idosos do que a relatada nos indivíduos jovens.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em artigo de revisão das propriedades farmacológicas e clínicas de meloxicam
injetável, os autores destacam diversos estudos realizados na Alemanha onde
se pode concluir que a administração intramuscular de meloxicam parece ter
um início de ação mais rápido que a administração oral em quadros reumáticos
inflamatórios agudos (melhora da dor induzida pelos movimentos - 43,5% dos
pacientes que tomaram meloxicam IM, na primeira hora, início da ação
analgésica – 90% dos pacientes na primeira hora). A tolerabilidade local do
meloxicam intramuscular foi boa, tanto em voluntários saudáveis, como em
pacientes, em especial pela mensuração da creatinina fosfoquinase (56% dos
pacientes com piroxicam 20 mg IM tiveram elevação da enzima, contra
nenhuma elevação no grupo a que foi administrado meloxicam 15 mg IM). O
meloxicam intramuscular também foi superior a outros antiinflamatórios
injetáveis em relação à tolerabilidade local.
EULLER-ZIEGLER L, VELICITAT P, BLUHMKI E, TUERCK D, SCHEUERER
S, COMBE B. MELOXICAM: A REVIEW OF ITS PHARMACOKINETICS,
EFFICACY AND TOLERABILITY FOLLOWING INTRAMUSCULAR
ADMINISTRATION. Inflamm Res 50 (Suppl 1), S5-S9, 2001. ISSN .
3. INDICAÇÕES
Tratamento sintomático da artrite reumatóide.
Tratamento sintomático de osteoartrites dolorosas (artroses, doenças
degenerativas das articulações).
4. CONTRA-INDICAÇÕES
MOVATEC não deve ser utilizado em pacientes que tenham apresentado
hipersensibilidade ao meloxicam ou aos excipientes da sua fórmula. Existe
possibilidade de sensibilidade cruzada com o ácido acetilsalicílico e outros
antiinflamatórios não-esteróides.
Não administrar MOVATEC a pacientes que tenham apresentado distúrbios
como asma, pólipos nasais, angioedema ou urticária após o uso de ácido
acetilsalicílico ou outros antiinflamatórios não-esteróides.
MOVATEC injetável não deve ser administrado à pacientes tratados com
anticoagulantes, já que podem ocorrer hematomas intramusculares.
MOVATEC não deve ser administrado em casos de úlcera
gastrintestinal/perfuração ativa ou recente, Doença Inflamatória Intestinal Ativa
(Doença de Chron ou Colite Ulcerativa), sangramento gastrintestinal ativo,
sangramento cerebro-vascular recente ou estabelecidos distúrbios de
sangramento sistêmico.
MOVATEC não deve ser administrado em casos de insuficiência hepática
grave, insuficiência renal grave não-dialisada, insuficiência cardíaca grave nãocontrolada.
Não administrar MOVATEC em crianças e adolescentes menores de 15
anos de idade.
MOVATEC é contra-indicado para o tratamento de dor peri-operatória após
realização de cirurgia de revascularização do miocárdio ou angioplastia.
Não administrar MOVATEC durante a gravidez ou lactação.
5. MODO DE USAR e CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE
ABERTO
MOVATEC solução injetável deve ser administrado por via intramuscular
profunda. Nunca utilizar a via intravenosa. A administração intramuscular só
deve ser utilizada durante os primeiros dias de tratamento. Para a continuidade
do tratamento, deve-se optar pela administração oral.
Não se deve misturar MOVATEC injetável com outras drogas na mesma
seringa devido à possibilidade de incompatibilidade.
6. POSOLOGIA
MOVATEC injetável deve ser administrado na dose de uma ampola ao dia, ou
seja, 15 mg/dia, por via intramuscular profunda. Nunca utilizar a via
intravenosa. A administração intramuscular só deve ser utilizada durante os
primeiros dias de tratamento. Para a continuidade do tratamento, deve-se
optar pela administração oral.
A dose de MOVATEC para pacientes com insuficiência renal grave em
hemodiálise não deve ser maior que 7,5 mg.
Como o potencial para reações adversas aumenta com a dose e o tempo de
exposição ao meloxicam, deve-se utilizar a menor dose diária eficaz durante o
menor tempo possível.
Como a posologia em crianças e adolescentes ainda não foi estabelecida, o
uso da solução injetável deve ser restrita aos adultos.
Administração combinada: A dose total diária de MOVATEC administrado
como comprimidos e solução injetável não deve exceder 15 mg.
7. ADVERTÊNCIAS
Da mesma forma que com outros antiinflamatórios não-esteróides, deve-se ter
cautela ao administrar o produto a pacientes com antecedentes de afecções do
trato gastrintestinal. Pacientes com sintomas gastrintestinais devem ser
monitorados. O tratamento com MOVATEC deve ser interrompido se ocorrer
úlcera péptica ou sangramento gastrintestinal.
Da mesma forma que com outros antiinflamatórios não-esteróides, ulceração,
perfuração ou sangramento gastrintestinais, que podem ser fatais, podem
ocorrer a qualquer momento durante o tratamento em pacientes com ou sem
sintomatologia prévia ou antecedentes de distúrbios gastrintestinais graves. As
conseqüências destes eventos normalmente são mais graves em pacientes
idosos.
Relataram-se muito raramente casos de reações cutâneas graves, algumas
fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson, e
necrólise epidérmica tóxica associados ao uso de antiinflamatórios nãoesteróides.
Supõe-se que os pacientes estejam sob maior risco a essas
reações no início da terapia, com o início das reações ocorrendo, na maioria
dos casos, no primeiro mês do tratamento. O tratamento com MOVATEC deve
ser interrompido ao primeiro sinal de surgimento de erupções cutâneas, lesões
na mucosa, ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.
Os antiinflamatórios não-esteróides podem aumentar o risco de eventos
cardiovasculares trombóticos graves, infarto do miocárdio, e derrame, que
podem ser fatais. Este risco pode aumentar com o prolongamento da
terapêutica com antiinflamatórios não-esteróides. Pacientes com doença
cardiovascular ou fatores de risco para doença cardiovascular podem estar sob
maior risco.
Os antiinflamatórios não-esteróides inibem a síntese das prostaglandinas
renais envolvidas na manutenção da perfusão renal. Nos pacientes que
apresentam diminuição do fluxo e do volume sangüíneo renal, a administração
de um antiinflamatório não-esteróide pode precipitar a descompensação renal
que, no entanto, via de regra, retorna ao estágio pré-tratamento com a
interrupção da terapia antiinflamatória não-esteroidal.
Os pacientes sob maior risco de tal reação são os idosos, os que se encontram
desidratados, os portadores de insuficiência cardíaca congestiva, cirrose
hepática, síndrome nefrótica, insuficiência renal ativa, os pacientes em
tratamento com diuréticos, com inibidores da ECA ou antagonistas dos
receptores de angiotensina II ou os que se encontram hipovolêmicos devido a
intervenção cirúrgica de grande porte. Nesses pacientes, é necessário
monitorar cuidadosamente o volume urinário e a função renal no início do
tratamento.
Em casos raros, os antiinflamatórios não-esteróides podem provocar nefrite
intersticial, glomerulonefrite, necrose medular renal ou síndrome nefrótica.
Nos pacientes com insuficiência renal grave e em hemodiálise, a dose de
MOVATEC não deve exceder 7,5 mg ao dia.
Da mesma forma que com outros antiinflamatórios não-esteróides,
observaram-se elevações ocasionais das transaminases séricas ou de outros
indicadores da função hepática. Na maioria dos casos, o aumento acima dos
níveis normais, foi transitório e pequeno. Se as alterações forem significativas
ou persistentes, a administração de MOVATEC deve ser interrompida e os
exames apropriados devem ser solicitados.
Em caso de cirrose hepática clinicamente estável, não há necessidade de
redução da dose de MOVATEC.
A tolerabilidade ao produto é menor em pacientes debilitados ou desnutridos,
que devem ser cuidadosamente supervisionados. Da mesma forma que com
outros antiinflamatórios não-esteróides, deve-se ter cautela no tratamento de
pacientes idosos, nos quais as funções renal, hepática e cardíaca estão mais
frequentemente alteradas.
Os antiinflamatórios não-esteróides podem causar retenção hídrica, de sódio e
de potássio além de interferir no efeito natriurético dos diuréticos. Como
resultado, pode ocorrer precipitação ou exacerbação de insuficiência cardíaca
ou hipertensão em pacientes susceptíveis. Recomenda-se monitorização
clínica dos pacientes sob risco.
O meloxicam, assim como outros antiinflamatórios não-esteróides, pode
mascarar os sintomas de doença infecciosa subjacente.
Para interações medicamentosas que requeiram atenção particular, veja o item
“Interações”.
Não existem estudos específicos relativos aos efeitos sobre a habilidade de
dirigir veículos ou operar máquinas. Pacientes com distúrbios visuais,
sonolência ou outros distúrbios do sistema nervoso central devem suspender
tais atividades.
Gravidez e lactação
MOVATEC é contraindicado durante a gravidez.
O uso de meloxicam, assim como de qualquer droga que iniba a síntese de
prostaglandina, pode prejudicar a fertilidade e não é recomendado em
mulheres que estejam tentando engravidar. Dessa forma, em mulheres com
dificuldade de engravidar ou que estejam sob investigação de infertilidade,
deve-se considerar a interrupção do uso de meloxicam.
A inibição da síntese de prostaglandinas pode afetar adversamente a gestação
e/ou desenvolvimento embrio-fetal. Dados de estudos epidemiológicos
sugerem aumento do risco de aborto e de malformação cardíaca e
gastrosquise devido ao uso de inibidores da síntese de prostaglandinas no
início da gestação. O risco absoluto de malformação cardíaca aumentou de
menos de 1% para aproximadamente 1,5%. Acredita-se que o risco aumente
em função da dose e da duração da terapia. Foi demonstrado em animais,
aumento das perdas de embriões pré e pós implantação e da letalidade
embrio-fetal associada à administração de um inibidor da síntese de
prostaglandina. Além disso, aumento da incidência de várias malformações,
inclusive cardiovasculares, em animais que receberam inibidores da síntese de
prostaglandinas durante o período organogênico.
Durante o terceiro trimestre da gestação, todos os inibidores da síntese de
prostaglandinas podem expor:
o feto a:
- toxicidade cardiopulmonar (com fechamento precoce do ducto arterial e
hipertensão pulmonar);
- disfunção renal, podendo progredir para insuficiência renal com
oligoidrâmnio;
a mãe e o recém nascido, no final da gravidez, a:
- possível aumento do tempo de sangramento, um efeito anti-agregante
que pode ocorrer com doses muito baixas;
- inibição das contrações uterinas, prolongando ou retardando o trabalho
de parto.
Embora não haja experiência específica com MOVATEC, sabe-se que os
antiinflamatórios não-esteróides passam para o leite materno. Por isso, a
administração do medicamento é contra-indicada em mulheres lactantes.
O meloxicam está classificado na categoria de risco C do GUIA PARA FRASES
DE ALERTA ASSOCIADAS A CATEGORIAS DE RISCO DE FÁRMACOS
DESTINADOS ÀS MULHERES GRÁVIDAS da Resolução RE n° 1548,
publicada no DOU de 24/09/03.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião dentista.
8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Da mesma forma que com outros antiinflamatórios não-esteróides, deve-se ter
cautela no tratamento de pacientes idosos, nos quais as funções renal,
hepática e cardíaca estão alteradas mais freqüentemente.
Não usar MOVATEC solução injetável em crianças e adolescentes menores de
15 anos de idade.
9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
• Outros Inibidores da Síntese de Prostaglandinas, incluindo
glicocorticóides e salicilatos (ácido acetilsalicílico): A co-administração
de inibidores das prostaglandinas pode aumentar o risco de úlceras e
sangramentos gastrintestinais, em razão de sinergismo de ação, e não é
recomendada.
O uso concomitante de meloxicam com outros antiinflamatórios nãoesteróides
não é recomendado.
A administração concomitante de aspirina (1000 mg três vezes ao dia)
em voluntários saudáveis tende a aumentar a AUC (10%) e a Cmax
(24%) de meloxicam. A significância clínica dessa interação é
desconhecida.
• Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS): Aumentam o
risco de sangramento gastrintestinal.
• O lítio: Há relatos de que os antiinflamatórios não-esteróides aumentam
a concentração plasmática de lítio (devido à diminuição da excreção
renal de lítio), que pode atingir níveis tóxicos. Não se recomenda o uso
concomitante de lítio e antiinflamatórios não-esteróides. Se esta
combinação for necessária, as concentrações plasmáticas de lítio devem
ser cuidadosamente monitoradas durante o início, ajuste e interrupção
da administração de meloxicam.
• O metotrexato: Antiinflamatórios não-esteróides podem reduzir a
secreção tubular do metotrexato, aumentando sua concentração
plasmática. Por esta razão, não é recomendado o uso concomitante de
antiinflamatórios não-esteróides nos pacientes tratados com altas doses
de metotrexato (> 15 mg/semana). O risco de interação entre os
antiinflamatórios não-esteróides e metotrexato deve ser considerado
também em pacientes tratados com baixas doses de metotrexato,
especialmente naqueles com função renal comprometida. Nos casos em
que o tratamento combinado for necessário, a contagem das células
sangüíneas e a função renal devem ser monitoradas. Deve-se ter
cautela quando os antiinflamatórios não-esteróides e metotrexato forem
administrados concomitantemente por pelo menos 3 dias, pois a
toxicidade do metotrexato pode aumentar devido ao aumento do seu
nível plasmático.
Embora a farmacocinética do metotrexato (15 mg/semana) não tenha
sido significativamente afetada pelo tratamento concomitante com
meloxicam, deve ser considerado que a toxicidade hematológica do
metotrexato pode ser potencializada pelo tratamento com
antiinflamatórios não-esteróides.
• Contracepção: Embora ainda seja necessária confirmação, há relatos de
que os antiinflamatórios não-esteróides diminuem a eficácia do DIU
(dispositivo intra-uterino).
• Diuréticos: O tratamento com antiinflamatórios não-esteróides está
associado a risco potencial de insuficiência renal aguda em pacientes
desidratados. Em caso de prescrição concomitante de MOVATEC e
diuréticos, deve-se assegurar a hidratação adequada do paciente e
controle da função renal antes do início do tratamento.
• Anti-hipertensivos (beta-bloqueadores, inibidores da ECA,
vasodilatadores, diuréticos): Há relatos de diminuição do efeito
hipotensor de certos anti-hipertensivos no tratamento com
antiinflamatórios não-esteróides, devido à inibição das prostaglandinas
vasodilatadoras.
• Antiinflamatórios não-esteróides e antagonistas dos receptores de
angiotensina II, assim como os inibidores da ECA, exercem efeito
sinérgico na diminuição da filtração glomerular. Isto pode levar à
insuficiência renal aguda nos pacientes que já possuem a função renal
comprometida.
• A colestiramina liga-se ao meloxicam no trato gastrintestinal, levando à
eliminação mais rápida do meloxicam.
• A ciclosporina: Os antiinflamatórios não-esteróides podem aumentar a
nefrotoxicidade da ciclosporina através de efeitos mediados pelas
prostaglandinas renais. Durante tratamento combinado, deve-se
monitorar a função renal.
O meloxicam é eliminado quase totalmente pelo metabolismo hepático, do qual
aproximadamente dois terços são mediados pelas enzimas CYP do citocromo
P450 (CYP 2C9 é responsável pela maior parte da metabolização e CYP 3A4 é
responsável pela menor parte) e um terço é metabolizado por outras vias, tais
como oxidação pelas peroxidases. Deve-se considerar interação
farmacocinética potencial quando se administram concomitantemente
meloxicam e outras drogas que inibam ou que sejam metabolizadas por CYP
2C9 e/ou CYP 3A4.
A administração concomitante de antiácido, cimetidina, digoxina ou furosemida
não revelou interação farmacocinética significativa.
Não se podem excluir interações com hipoglicemiantes orais.
10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Relataram-se os seguintes eventos adversos possivelmente relacionados com
a administração de MOVATEC.
Freqüência ≥ 1/100 a < 1/10
Distúrbios do sistema nervoso: dor de cabeça
Distúrbios gastrintestinais: dor abdominal, dispepsia, diarréia, náusea, vômito
Distúrbios gerais e condições no local de administração: endurecimento no
local de injeção, dor no local de injeção
Freqüência ≥ 1/1.000 a < 1/100
Distúrbios dos sistemas hematológico e linfático: anemia
Distúrbios do sistema imunológico: outra hipersensibilidade imediata
Distúrbios do sistema nervoso: vertigem, sonolência
Distúrbios dos ouvidos e labirinto: vertigem
Distúrbios vasculares: elevação da pressão arterial, rubor facial
Distúrbios gastrintestinais: hemorragia gastrintestinal oculta ou macroscópica,
gastrite, estomatite, constipação, flatulência, eructação
Hemorragia gastrintestinal, ulceração ou perfuração podem ser fatais
Distúrbios hepatobiliares: testes anormais da função hepática (por exemplo,
transaminase ou bilirrubina aumentadas)
Distúrbios cutâneos e do tecido subcutâneo: angioedema, erupção cutânea,
prurido
Distúrbios renais e urinários: testes anormais da função renal (elevações da
creatinina sérica e/ou uréia sérica)
Distúrbios miccionais, incluindo retenção urinária aguda
Distúrbios gerais e condições no local de administração: edema
Freqüência ≥ 1/10.000 a < 1/1.000
Distúrbios dos sistemas hematológico e linfático: contagem sanguínea anormal
(incluindo contagem diferencial de leucócitos), leucopenia, trombocitopenia
A administração concomitante de drogas potencialmente mielotóxicas, em
particular metotrexato, parece ser um fator predisponente para o aparecimento
de citopenia.
Distúrbios psiquiátricos: alteração de humor
Distúrbios visuais: perturbação visual incluindo visão turva, conjuntivite
Distúrbios dos ouvidos e labirinto: zumbido
Distúrbios cardíacos: palpitações
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: asma, em indivíduos
alérgicos à aspirina ou outros antiinflamatórios não-esteróides
Distúrbios gastrintestinais: úlcera gastroduodenal, colite, esofagite
Hemorragia gastrintestinal, ulceração ou perfuração podem ser fatais
Distúrbios cutâneos e do tecido subcutâneo: necrólise epidérmica tóxica,
Síndrome de Stevens-Johnson, urticária
Freqüência < 1/10.000
Distúrbios gastrintestinais: perfuração gastrintestinal
Hemorragia gastrintestinal, ulceração ou perfuração podem ser fatais
Distúrbios hepatobiliares: hepatite
Distúrbios cutâneos e do tecido subcutâneo: dermatite bolhosa, eritema
multiforme
Distúrbios renais e urinários: insuficiência renal aguda
Freqüência não determinada
Distúrbios do sistema imunológico: choque anafilático, reação anafilática,
reação anafilactóide
Distúrbios psiquiátricos: estado de confusão, desorientação
Distúrbios cutâneos e do tecido subcutâneo: reação de fotossensibilidade
11. SUPERDOSE
Em caso de superdose, devem-se tomar as medidas-padrão de suporte geral.
Desconhece-se um antídoto específico para meloxicam. Demonstrou-se em
estudo clínico que a colestiramina acelera a eliminação de meloxicam.
12. ARMAZENAGEM
Manter o medicamento em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
DIZERES LEGAIS
Registro M.S.: 1.0367.0102
Farmacêutica responsável: Laura M. S. Ramos – CRF/SP-6870
N° do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.
Esta bula é atualizada continuamente. Por favor, proceda à sua leitura antes de
utilizar o medicamento.
Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do
medicamento.
Fabricado e embalado por:
Boehringer Ingelheim España, S.A.
Sant Cugat del Vallés – Espanha
Importado por:
Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda.
Rod. Regis Bittencourt (BR116), km 286
Itapecerica da Serra - SP
CNPJ/MF nº 60.831.658/0021-10
SAC 􀀋 0800-7016633
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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