ABILIFY 15MG COM 30 COMPRIMIDOS

B-MS

Desculpe-nos, nosso estoque para este produto esta esgotado.

Avise-me Quando chegar
  • Principal Indicação

    • ABILIFY é indicado para o tratamento de episódios agudos de esquizofrenia e manutenção da melhora clínica durante o tratamento continuado.

      ABILIFY também é indicado no tratamento de episódios agudos de mania associados ao Transtorno Bipolar tipo I e para o tratamento de continuação (prevenção de recidivas) em pacientes com transtorno bipolar tipo I que recentemente apresentaram episódios maníacos ou mistos.

  • Ficha Técnica

    • Nome do Produto: ABILIFY 15MG COM 30 COMPRIMIDOS
    • SKU: 2790
    • Código EAN: 7896016806001
    • Registro Ministério da Saúde: 1018002790082
    • Princípio Ativo: ARIPRIPAZOL
    • Fabricante: B-MS
    • SAC Fabricante: 0800-727-6160
    • E-mail Fabricante: SAC.BRZ@BMS.COM
Comprar Abilify 15mg com 30 comprimidos com melhor preço e entrega em todo o Brasil. Conheça todas as apresentações de Abilify na categoria de Neurológico. Abilify comprar com quem tem mais de 40 anos de tradição.

Código do Produto: 2790

COMPRAR ABILIFY 15MG COM 30 COMPRIMIDOS

Ganhe descontos para compras em quantidade

Pague em até 6x no cartão de crédito

Entregas disponíveis em todo o Brasil

Televendas11 3990-7720

Mais informações sobre o produto:

Comprar abilify 15mg com 30 comprimidos com o melhor Preço.

ABILIFY (aripiprazol) 10 mg ou 15 mg ou 20 mg ou 30 mg
COMPRIMIDOS
BRISTOL-MYERS SQUIBB
ABILIFY
aripiprazol
USO ORAL
APRESENTAÇÃO
ABILIFY comprimidos é apresentado na concentração de 10 mg, em embalagens contendo 10
comprimidos, nas concentrações de 15 mg ou 20 mg, em embalagens contendo 10 ou 30
comprimidos ou na concentração de 30 mg em embalagens contendo 30 comprimidos.
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém 10 mg ou 15 mg ou 20 mg ou 30 mg de aripiprazol, respectivamente.
ABILIFY comprimidos contém os seguintes ingredientes inativos: lactose, amido de milho,
celulose microcristalina, hidroxipropilcelulose, estearato de magnésio. ABILIFY contém ainda
os corantes: ABILIFY 10 mg e 30 mg: óxido de ferro vermelho e ABILIFY 15 mg: óxido de
ferro amarelo.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
ABILIFY é um medicamento antipsicótico, que contém em sua formulação a substância
aripiprazol. O aripiprazol age no tratamento da esquizofrenia, doença que pode ser causada
por fatores hereditários ou ambientais (adquiridos). Os sintomas desta doença são: delírios,
alucinações e alterações do pensamento e das respostas emotivas. Durante o tratamento
antipsicótico, a melhora da condição clínica do paciente pode levar dias ou algumas semanas.
Neste período, você deve ter um acompanhamento rigoroso de seu médico.
INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
ABILIFY é indicado para o tratamento de episódios agudos de esquizofrenia e manutenção da
melhora clínica durante o tratamento continuado.
ABILIFY também é indicado no tratamento de episódios agudos de mania associados ao
Transtorno Bipolar tipo I e para o tratamento de continuação (prevenção de recidivas) em
pacientes com transtorno bipolar tipo I que recentemente apresentaram episódios maníacos ou
mistos.
RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Este medicamento é contra-indicado para pacientes alérgicos a aripiprazol ou a qualquer outra
substância presente na fórmula.
Advertências
Aumento da Mortalidade em Pacientes Idosos com Psicose associada à Demência
Pacientes idosos com psicose associada à demência, tratados com drogas antipsicóticas
atípicas, incluindo aripiprazol, apresentaram um aumento do risco de morte quando
comparados ao placebo. Análise de 17 estudos controlados com placebo nestes pacientes
revelou um risco de morte nos pacientes tratados com drogas entre 1,6 a 1,7 vezes maior que
nos pacientes tratados com placebo. Embora as causas de morte tenham sido variadas, a
maioria dos casos de morte pareceu ser de origem cardiovascular (ex. falência cardíaca, morte
súbita) ou infecciosa (ex. pneumonia). Abilify (aripiprazol) não está aprovado para tratamento
em pacientes com psicose associada à demência.
Eventos Adversos Cerebrovasculares, Incluindo Derrame, em Pacientes Idosos com
Psicose associada à Demência
Em três estudos clínicos de aripiprazol controlados por placebo em pacientes idosos com
psicose associada à Doença de Alzheimer, foram relatados eventos adversos
cerebrovasculares (por exemplo, derrame, ataque isquêmico transitório), incluindo mortes
(média de idade: 84 anos; variação: 78 a 88 anos). De forma geral, 1,3% dos pacientes
tratados com aripiprazol tiveram eventos adversos cardiovasculares quando comparados com
0,6% dos pacientes tratados com placebo nestes estudos. Esta diferença não foi
estatisticamente significativa. Entretanto, em um destes estudos, de dose fixa, houve um
aumento dos eventos adversos cerebrovasculares com o aumento da dose em pacientes
tratados com aripiprazol. ABILIFY não é aprovado para o tratamento de psicose relacionada à
demência.
Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM)
Se você apresentar sinais e sintomas indicativos de SNM, ou apresentar febre alta
inexplicável, você deve procurar seu médico imediatamente. Ele poderá recomendar a
interrupção do tratamento com ABILIFY e outras drogas antipsicóticas. A Síndrome
Neuroléptica Maligna (SNM) apresenta uma série de sintomas e pode ser fatal. As
manifestações clínicas de SNM são hipertermia (febre elevada), rigidez muscular, alteração do
estado mental e evidência de instabilidade autonômica (pulso ou pressão arterial alterados,
taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca). Outros sinais podem incluir elevação de uma
enzima chamada fosfocreatinoquinase (CPK), mioglobinúria (rabdomiólise ? excreção de
hemoglobina na urina) e insuficiência renal aguda.
Após a recuperação desta síndrome (SNM), o seu médico poderá indicar o retorno do
tratamento com antipsicótico. Esta reintrodução deve ser feita somente sob avaliação
cuidadosa feita pelo seu médico. Além disso, você precisará de um acompanhamento mais
rigoroso, pois há casos de reaparecimento de SNM.
- Discinesia Tardia
Durante o tratamento com antipsicóticos, como o ABILIFY, pode ocorrer aparecimento desta
síndrome, que é caracterizada por movimentos involuntários. A discinesia tardia ocorre, na
maioria dos casos, em idosos, especialmente em mulheres idosas. Porém, não se pode prever
qual paciente será mais propenso a desenvolver esta síndrome.
Acredita-se que o risco de aparecimento de discinesia tardia e a possibilidade de que isto se
torne irreversível aumentem com a duração do tratamento e com a dose total acumulada de
drogas antipsicóticas administradas ao paciente. Entretanto, discinesia tardia pode se
desenvolver, mesmo sendo mais raro, após períodos de tratamento relativamente curto com
doses baixas.
Se você realmente precisar de um tratamento mais prolongado com antipsicótico, o seu
médico poderá indicar a menor dose e a menor duração de tratamento possível, para que você
tenha o efeito necessário, evitando que você desenvolva a síndrome. O seu médico avaliará a
necessidade de você usar este medicamento por tempo prolongado.
Esta síndrome não apresenta um tratamento conhecido. Porém, pode desaparecer, parcial ou
completamente, com interrupção do tratamento, sob orientação de seu médico. O próprio
tratamento com o antipsicótico pode impedir o aparecimento dos sinais e sintomas da
discinesia tardia e, assim, o paciente não percebe que apresenta a síndrome. Não se conhece
o efeito que este fato pode provocar.
Hiperglicemia e Diabetes Mellitus
Hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue), em alguns casos extrema e associada a
cetoacidose, coma hiperosmolar ou morte, foi relatada em pacientes tratados com
antipsicóticos atípicos. Houve poucos relatos de hiperglicemia em pacientes tratados com
ABILIFY. Embora menos pacientes tenham sido tratados com ABILIFY, não é conhecido se
esta menor experiência é a única razão para a falta de relatos. A avaliação da relação entre o
uso de antipsicótico atípico e anormalidades da glicose é complicada devido à possibilidade de
um aumento no risco de diabetes em pacientes com esquizofrenia e ao aumento da incidência
de diabetes mellitus na população em geral. Dados esses confundidores, a relação entre o uso
de antipsicótico atípico e eventos adversos relacionados a hiperglicemia não é completamente
compreendida. Entretanto, estudos epidemiológicos que não incluíram ABILIFY sugerem um
aumento do risco de eventos adversos relacionados a hiperglicemia em pacientes tratados
com antipsicóticos atípicos inclusos nestes estudos. Como ABILIFY não estava sendo
comercializado na época que esses estudos foram realizados, não é conhecido se o uso de
ABILIFY pode ser associado a este aumento de risco. Estimativas precisas de risco para
eventos adversos relacionados a hiperglicemia em pacientes tratados com antipsicóticos
atípicos não estão disponíveis.
Pacientes com diagnóstico estabelecido de diabetes que iniciaram o tratamento com
antipsicóticos atípicos devem ter seu controle glicêmico monitorado regularmente.Pacientes
com fatores de risco para diabetes (por exemplo, obesidade, histórico familiar de diabetes) que
iniciaram tratamento com antipsicóticos atípicos devem se submeter a teste de glicemia de
jejum no início do tratamento e periodicamente, durante o tratamento. Qualquer paciente
tratado com antipsicóticos atípicos deve ser monitorado em relação a sintomas de
hiperglicemia, incluindo polidipsia, poliúria, polifagia, e fraqueza. Pacientes que desenvolverem
sintomas de hiperglicemia durante o tratamento com antipsicóticos atípicos devem se
submeter a teste de glicemia de jejum. Em alguns casos, a hiperglicemia foi resolvida quando
o antipsicótico atípico foi retirado; entretanto, alguns pacientes necessitam de continuação no
tratamento anti-diabético, apesar da descontinuação da droga suspeita.
Precauções
- Hipotensão Ortostática
O aripiprazol pode estar associado a hipotensão ortostática (pressão sangüínea baixa que
ocorre em uma postura ortostática, ereta). Os eventos adversos associados à hipotensão
ortostática são: sensação de cabeça leve na posição ortostática e síncope (desmaio).
O aripiprazol deve ser usado com cautela, em caso de doença cardiovascular conhecida
(história de ataque cardíaco ou outras doenças cardíacas como angina, insuficiência cardíaca,
arritmias), história de derrame cerebral ou condições que favorecem a queda da pressão
(desidratação, uso de medicamentos para pressão como diuréticos).
- Convulsões
Há estudos, que relatam casos raros de convulsões em pacientes tratados com aripiprazol.
Assim, como com outras drogas antipsicóticas, o aripiprazol deve ser usado com cautela em
pacientes que já apresentaram convulsões ou estejam em condições que diminuam o limiar
convulsivo, por ex. Demência de Alzheimer. Estas últimas condições podem ocorrer com maior
freqüência em pacientes com 65 anos ou mais.
- Risco de Alterar a Coordenação ou Movimentos
É possível que você apresente sonolência ao utilizar ABILIFY. Em alguns casos relatados, foi
necessária a interrupção do tratamento, quando ABILIFY foi utilizado para tratamento de
esquizofrenia. ABILIFY, como outros antipsicóticos, pode apresentar o potencial de alterar o
julgamento, o pensamento, ou habilidades motoras.
O aripiprazol pode interferir na capacidade mental e/ou física.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua
habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
- Regulação da Temperatura Corporal
Prejuízos na habilidade do organismo em aumentar ou reduzir a temperatura corporal central
têm sido atribuídos a agentes antipsicóticos, incluindo aripiprazol. A indicação de seu médico
para o uso de ABILIFY deve ser feita com cuidado, caso você possa passar por condições que
contribuem para um aumento da temperatura corporal central, como exercício intenso,
exposição ao calor extremo, administração de medicação que apresente atividade
anticolinérgica, ou condições que levem à sua desidratação.
Você deve evitar exposição prolongada ao sol e desidratação.
- Disfagia (dificuldade de deglutir, engolir)
A falta de motilidade do esôfago e aspiração podem ser causadas pelo uso de drogas
antipsicóticas. O aripiprazol e outras drogas antipsicóticas devem ser usadas com cautela em
pacientes com risco de pneumonia aspirativa.
- Suicídio
O tratamento de pacientes com grande chance de cometer suicídio deve ser acompanhada de
forma rigorosa. O seu médico deverá indicar a menor quantidade de comprimidos de ABILIFY
para o seu bom controle, diminuindo o risco de você usar o medicamento em uma quantidade
maior do que a recomendada.
- Uso de ABILIFY por pacientes com outras doenças
A experiência clínica com ABILIFY em pacientes com certas condições clínicas concomitantes
é limitada.
ABILIFY não foi avaliado ou utilizado em uma extensão apreciável em pacientes com história
recente de infarto do coração ou doença cardíaca instável. Pacientes com estes diagnósticos
foram excluídos dos estudos clínicos pré-comercialização.
Experiência de segurança em pacientes idosos com psicose associada à Doença de
Alzheimer:
Em três estudos de aripiprazol controlados com placebo, de 10 semanas, em pacientes idosos
com psicose associada à Demência de Alzheimer (n = 938; média de idade 82,4 anos;
variação: 56-99 anos), os eventos adversos que surgiram durante o tratamento e que foram
relatados com incidência maior ou igual a 5% e incidência com aripiprazol no mínimo duas
vezes maior que a com placebo foram astenia (fraqueza), sonolência (placebo 3%; aripiprazol
9%) e incontinência urinária (placebo 1%; aripiprazol 5%).
A segurança e eficácia de ABILIFY no tratamento de pacientes com psicose associada com
demência ainda não foi estabelecida. Se o médico prescritor optar por tratar estes pacientes
com ABILIFY, deve-se monitorá-lo, particularmente para dificuldade de deglutir ou sonolência
excessiva, que pode predispor um dano acidental ou aspiração (deglutição do vômito e
secreções gástricas). ABILIFY não é aprovado para tratamento de psicose associada à
demência.
Gravidez
Dados pré-clínicos de segurança não revelaram riscos especiais para humanos. Efeitos
toxicológicos significativos foram observados somente em doses muito superiores à dose
humana máxima.
Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Não se sabe se
aripiprazol pode causar dano fetal, quando administrado em mulheres grávidas ou se pode
afetar a capacidade de reprodução. O aripiprazol deve ser usado durante a gravidez, apenas
se o potencial de benefício for maior que o potencial de risco para o feto.
Trabalho de parto
Não é conhecido o efeito de aripiprazol sobre o trabalho de parto.
Uso na lactação
Apesar de aripiprazol ter sido excretado no leite de ratas durante a amamentação, não é
conhecido se o aripiprazol ou seus metabólitos são excretados no leite humano. É
recomendável que você não amamente durante o tratamento com aripiprazol.
Você não deve utilizar este medicamento, se estiver grávida ou amamentando, somente
sob orientação de seu médico. Você deve informar ao seu médico, se você ficar grávida
ou iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.
Uso em crianças
Os dados em relação ao uso por crianças são limitados. Não foram estabelecidas a segurança
e a eficácia em crianças e adolescentes menores de 18 anos.
Uso em idosos
Dos 7951 pacientes tratados com aripiprazol em estudos clínicos, 991 (12%) tinham 65 anos
ou mais e 789 (10%) tinham 75 anos ou mais. A maioria (88%) dos 991 pacientes foi
diagnosticada com Demência de Alzheimer. Estudos de aripiprazol controlados com placebo
em esquizofrenia ou mania bipolar não incluíram número suficiente de pacientes com 65 anos
ou mais para determinar se esta população responde diferentemente em relação aos pacientes
jovens. Entretanto, não houve efeito da idade na farmacocinética (comportamento da droga no
organismo) de uma dose única de 15 mg de aripiprazol. O clearance (filtração nos rins) de
aripiprazol diminuiu 20% em pacientes idosos (65 anos ou mais) quando comparados a
pacientes jovens (18 a 64 anos), mas não houve efeito detectável da idade sobre a análise
farmacocinética dos pacientes com esquizofrenia.
Estudos em pacientes idosos com psicose associada à Doença de Alzheimer sugeriram que
pode haver um perfil de tolerabilidade diferente nesta população quando comparada aos
pacientes jovens com esquizofrenia. A segurança e eficácia de ABILIFY no tratamento de
pacientes com psicose associada com demência de Alzheimer ainda não foi estabelecida.
Interações medicamentosas
- Ingestão concomitante de outras substâncias
Como aripiprazol pode causar efeitos no Sistema Nervoso Central, deve-se usar de cautela
quando ABILIFY for administrado com outras drogas de ação central e álcool. O aripiprazol
tem o potencial de aumentar os efeitos de alguns agentes anti-hipertensivos.
- Potencial de outras drogas afetarem ABILIFY
O aripiprazol é degradado de várias formas no organismo, envolvendo as enzimas CYP2D6 e
CYP3A4. Drogas que são inibidores potentes das enzimas CYP2D6 (por ex., quinidina) e
CYP3A4 (por ex., cetoconazol) aumentam a disponibilidade de aripiprazol no organismo.
Pode-se esperar que outros inibidores potentes de CYP3A4 e CYP2D6 causem efeitos
semelhantes. O seu médico poderá indicar a diminuição da dose diária de aripiprazol, se você
estiver usando múltiplas medicações que inibem as enzimas CYP3A4 e CYP2D6.
É improvável que haja interação entre aripiprazol e inibidores ou indutores das enzimas
CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19 ou CYP2E1, ou com outros
fatores, como o tabagismo.
Não foi observado nenhuma interferência significativa de famotidina, valproato ou lítio sobre
aripiprazol.
- Risco de Abilify afetar outros medicamentos que você esteja tomando
É pouco provável que aripiprazol afete de uma maneira grave o funcionamento de outros
medicamentos que são degradados de uma forma específica dentro do organismo (através de
uma substância chamada citocromo P450). Em pesquisas, com doses de aripiprazol entre 10 e
30mg, ele não afetou de forma importante a degradação de medicamentos como
dextrometorfano, varfarina e omeprazol. Obs.: psicoativos (= que agem na mente).
- Álcool: Os resultados de estudos não mostraram interação de aripiprazol com etanol. Porém,
você deve evitar a ingestão de álcool enquanto estiver sob tratamento com ABILIFY, pois
ocorre interação de álcool com a maioria dos medicamentos psicoativos.
Você deve informar ao seu médico, se estiver usando algum outro medicamento.
Abuso da droga e dependência
- Dependência física e psicológica
O aripiprazol não foi sistematicamente estudado no homem com relação ao seu potencial de
abuso, tolerância ou dependência física. O seu médico poderá realizar uma avaliação com
relação ao histórico de abuso de droga e observar quanto aos sinais de mau uso ou abuso de
ABILIFY (ex.: desenvolvimento de tolerância, aumento da dose, comportamento de busca à
droga).
MODO DE USO
Aspecto físico e características organolépticas
Todos os comprimidos de ABILIFY apresentam gravação do código e concentração em uma
de suas faces. A diferença entre os comprimidos é a coloração e o formato:
ABILIFY 10mg ? comprimidos de cor rosa, formato retangular;
ABILIFY 15mg ? comprimidos de cor amarela e formato redondo;
ABILIFY 20mg ? comprimidos de cor branca a amarelo pálido e formato redondo;
ABILIFY 30mg ? comprimidos de cor rosa e formato redondo.
Como usar
Você pode tomar ABILIFY, independente das refeições.
Posologia
Esquizofrenia
- Adultos
Recomenda-se que a dose inicial de ABILIFY seja de 10 ou 15 mg, administrada uma vez ao
dia. Os aumentos das dosagens, indicados somente pelo seu médico, não devem ser feitos
antes de duas semanas.
- Dose para Populações Especiais
Em geral, não é necessário ajuste de dose de ABILIFY baseado na idade, sexo, raça,
tabagismo, função hepática ou renal dos pacientes.
Uso Pediátrico e em Adolescentes: A segurança e eficácia de ABILIFY para o tratamento de
esquizofrenia em pacientes pediátricos e adolescentes menores de 18 anos não foi
estabelecida.
Uso Geriátrico: Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes com 65 anos ou mais de
idade. Porém, experimentos com idosos são limitados.
Pacientes tomando medicamentos metabolizados por enzimas CYP2D6 ou 3A4:
- Ajuste de dosagem para pacientes utilizando aripiprazol e inibidores CYP3A4 ou CYP2D6:
Se você estiver usando este tipo de tratamento, o seu médico irá reduzir a metade a dose de
aripiprazol em relação à dose usual. Ao interromper o uso destes inibidores (por exemplo:
cetoconazol, para CYP3A4 e quinidina, fluoxetina ou paroxetina, para CYP2D6), o seu
médico indicará um aumento da dose de aripiprazol.
- Ajuste de dosagem para pacientes utilizando aripiprazol e indutores CYP3A4:
Se você estiver usando este tipo de tratamento, o seu médico irá dobrar a dose de aripiprazol
em relação à dose usual. Ao interromper o uso destes inibidores (por exemplo:
carbamazepina), o seu médico indicará uma redução da dose de aripiprazol.
- Terapia de Manutenção
Não há dados suficientes que informem quanto tempo um paciente tratado com aripiprazol
poderia permanecer em tratamento. Um estudo com aripiprazol mostrou que a eficácia na
esquizofrenia é mantida por períodos acima de 26 meses em doses de 15 mg/dia, após o
paciente ter o tratamento de 3 meses com outro antipsicótico descontinuado. O seu médico
deverá manter a dose na qual você estiver respondendo ao tratamento. Você deverá ser
sempre reavaliado pelo seu médico quanto a necessidade de manutenção do tratamento.
- Troca de Outros Antipsicóticos
Não foram coletados dados suficientes para avaliar pacientes com esquizofrenia em troca de
outros antipsicóticos para o tratamento com ABILIFY ou sobre a administração de ABILIFY
com outros antipsicóticos.
Enquanto a retirada imediata do atual esquema antipsicótico possa ser aceitável para alguns
pacientes com esquizofrenia, para outros pode ser mais apropriada a retirada gradual. Em
todos os casos, o período de sobreposição da administração dos antipsicóticos deve ser
minimizado.
Mania Bipolar
- Adultos
O tratamento com aripiprazol deve ser iniciado com dose de 15 mg/dia ou 30mg/dia,
administrada uma vez ao dia, independentemente das refeições e de acordo com a orientação
de seu médico. Ajustes de dose devem ser feitos somente pelo seu médico e se indicados,
devem ocorrer em intervalos de no mínimo 24 horas.
- Dose em Populações Especiais
Nenhum ajuste de dose é indicado, com a idade, sexo, raça, ou insuficiência renal ou hepática.
- Terapia de Manutenção
A avaliação sistemática de pacientes com Transtorno Bipolar tipo I com episódio maníaco ou
misto, que estiveram sintomaticamente estáveis com ABILIFY (15mg/dia ou 30mg/dia com
dose inicial de 30mg/dia) por 6 semanas consecutivas e depois foram randomizados para
ABILIFY (15 mg/dia ou 30 mg/dia) ou placebo por pelo menos 6 meses (permanecendo por até
17 meses para observação de recaída), demonstrou um benefício deste tratamento de
manutenção. Os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para se determinar a
necessidade de tratamento de manutenção.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração
do tratamento.
Você não deve interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use este medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para
a sua saúde.
Você não deve utilizar este medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de
usá-lo, você deve observar o seu aspecto.
REAÇÕES ADVERSAS
Você deve informar ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis durante o
tratamento, como nervosismo, depressão, aumento da salivação, aumento do batimento
cardíaco, rigidez no pescoço.
Resultados adversos observados em estudos de curta duração controlados com
placebo
(Placebo: substância que apresenta aspecto semelhante ao medicamento, mas que não causa
os mesmos efeitos do medicamento. É utilizado apenas para comparação.)
Os seguintes resultados estão baseados em um grupo de estudos controlados com placebo,
em esquizofrenia, (4 semanas e 6 semanas) em que aripiprazol foi administrado em doses
entre 2 e 30 mg/dia
- Eventos adversos associados com a descontinuação do tratamento em estudos clínicos de
curta duração controlados com placebo
De forma geral, em pacientes com esquizofrenia, não houve diferença na incidência de
descontinuação devido a eventos adversos entre os pacientes tratados com aripiprazol (7%) e
aqueles tratados com placebo (9%). Os tipos de eventos adversos que levaram à
descontinuação foram semelhantes entre os pacientes tratados com aripiprazol e aqueles
tratados com placebo.
Os seguintes resultados estão baseados em um grupo de estudos controlados com placebo,
em mania bipolar, em que aripiprazol foi administrado em doses de 15 ou 30 mg/dia.
Eventos adversos associados com a descontinuação do tratamento em estudos clínicos de
curta duração controlados com placebo
De forma geral, em pacientes com mania bipolar, não houve diferença na incidência de
descontinuação devido a eventos adversos entre os pacientes tratados com aripiprazol (11%)
e aqueles tratados com placebo (9%). Os tipos de eventos adversos que levaram à
descontinuação foram semelhantes entre os pacientes tratados com aripiprazol e aqueles
tratados com placebo.
Eventos adversos comumente observados em estudos de curta duração controlados
com placebo em mania bipolar
Os eventos adversos comumente observados, associados com o uso de aripiprazol em
pacientes com mania bipolar (incidência maior ou igual a 5% e pelo menos o dobro da
incidência com o placebo) são mostrados na tabela a seguir. Não houve eventos adversos
comumente observados, associados com o uso de aripiprazol em pacientes com esquizofrenia.
Eventos adversos comumente observados em estudos de curta
duração controlados com placebo em mania bipolar
Porcentagem dos pacientes com
eventos adversos
Evento Adverso Aripiprazol (n =
1523)
Placebo (n = 849)
Dano acidental 6 3
Constipação (prisão de ventre) 13 6
Acatisia (sensação de inquietude
e compulsão ao movimento)
15 4
Eventos adversos com incidência maior ou igual a 2% e maior que a do placebo entre
pacientes tratados com aripiprazol em estudos clínicos de curta duração controlados com
placebo
A tabela a seguir enumera a incidência, arredondada para a porcentagem mais próxima, dos
eventos adversos decorrentes do tratamento que ocorreram durante a terapia aguda (até 6
semanas) em esquizofrenia e (até 3 semanas) em mania bipolar, incluindo apenas os eventos
que ocorreram em 2% ou mais dos pacientes tratados com aripiprazol (doses >= 2 mg/dia) e
para os quais a incidência em pacientes tratados com aripiprazol foi maior que a incidência em
pacientes tratados com placebo.
Eventos Adversos decorrentes do Tratamento de Estudos de Curta Duração controlados
com placebo
Porcentagem de Pacientes que relataram o Evento a
Sistema Orgânico Evento
Adverso
Aripiprazol (N = 1523) Placebo (N = 849)
Corpo como um Todo
Cefaléia 31 26
Astenia 8 7
Dano acidental 5 4
Edema periférico 2 1
Sistema Cardiovascular
Hipertensão 2 1
Sistema Digestivo
Náusea 16 12
Dispepsia 15 13
Vômitos 11 6
Constipação 11 7
Sistema Músculo-esquelético
Mialgia 4 3
Sistema Nervoso
Agitação 25 24
Ansiedade 20 17
Insônia 20 15
Sonolência 12 8
Acatisia 12 5
Sensação de cabeça leve 11 8
Síndrome Extrapiramidal 6 4
Tremor 4 3
Aumento da salivação 3 1
Sistema Respiratório
Faringite 4 3
Rinite 4 3
Tosse 3 2
Órgão dos Sentidos
Visão borrada 3 1
a Eventos relatados por, no mínimo, 2% dos pacientes tratados com aripiprazol, exceto os
seguintes eventos que apresentaram incidência igual ou menor que placebo: dor abdominal,
dor nas costas, dor de dente, diarréia, boca seca, anorexia, mialgia, psicose, hipertonia,
infecção do trato respiratório superior, rash, vaginite b , dismenorréia b.
b Porcentagem total baseada no sexo.
Reações Adversas Relatadas em estudos a longo prazo de Mania Bipolar
Efeitos indesejados relatados em associação com aripiprazol durante a fase de manutenção de
6 meses de um estudo controlado com placebo em pacientes com mania bipolar foram
definidos como aqueles com incidência maior ou igual a 5%, subtraída a do placebo. Foram os
seguintes: nervosismo, tremor e acatisia.
Eventos Adversos Relacionados à Dose
As relações dose resposta para a incidência de eventos adversos decorrentes do tratamento
foram avaliados em 4 estudos clínicos, em pacientes com esquizofrenia, comparando várias
doses fixas (2, 10, 15, 20, e 30 mg/dia) de aripiprazol com placebo. Esta análise, estratificada
por estudo, indicou que o único evento adverso que mostrou ter relação com a dose foi
sonolência (placebo: 7,7%; dose de 15 mg: 8,7%; dose de 20 mg: 7,5%; dose de 30 mg:
15,3%).
Sintomas Extrapiramidais
Em estudos clínicos de curta duração, controlados com placebo, em esquizofrenia, a
incidência de sintomas extrapiramidais em pacientes tratados com aripiprazol foi 6% versus
6% com placebo. Em estudos clínicos de curta duração, controlados com placebo, em mania
bipolar, a incidência de relatos de sintomas extrapiramidais excluindo eventos relacionados à
acatisia em pacientes tratados com aripiprazol foi 17% versus 12% com placebo. Nos estudos
de curta duração controlados com placebo em mania bipolar, a incidência de eventos
relacionados a acatisia em pacientes tratados com aripiprazol foi 15% vs. 4%. Dados foram
coletados objetivamente nestes estudos com a Escala de Simpson Angus (para sintomas
extrapiramidais), a Escala de Acatisia de Barnes (para acatisia), e a Escala de Avaliação dos
Movimentos Involuntários (para discinesia). Nos estudos de esquizofrenia, os dados coletados
objetivamente não mostraram diferença entre aripiprazol e placebo, com exceção da Escala de
Acatisia de Barnes (aripiprazol: 0,08; placebo: -0,05). Nos estudos de mania bipolar, a Escala
de Simpson Angus e a Escala de Acatisia de Barnes mostraram uma diferença significante
entre aripiprazol e placebo (aripiprazol: 0,61; placebo: 0,03 e aripiprazol: 0,25; placebo: -0,06).
As alterações da Escala de Avaliação dos Movimentos Involuntários foram similares para os
grupos aripiprazol e placebo.
Em um estudo de longa duração (26 semanas) controlado com placebo em esquizofrenia,
dados coletados objetivamente através da Escala de Simpson Angus (SAS, para sintomas
extrapiramidais), Escala de Acatisia de Barnes (BAS, para acatisia) e Escala de Avaliação de
Movimentos Involuntários (AIMS, para discinesias), não mostraram diferença entre aripiprazol
e placebo.
Anormalidades nos Testes Laboratoriais
Uma comparação entre os estudos controlados com placebo de 3 a 6 semanas, em
esquizofrenia, não revelou diferenças clinicamente importantes entre os grupos aripiprazol e
placebo, na proporção de pacientes que apresentaram alterações significativas na bioquímica
de rotina, hematologia, ou parâmetros urinários. Analogamente não houve diferenças entre
aripiprazol e placebo na incidência de descontinuação por alterações da bioquímica sérica,
hematologia ou urina.
Em um estudo de longa duração (26 semanas), controlado com placebo em esquizofrenia, não
houve diferenças clínicas importantes entre os pacientes tratados com aripiprazol e placebo na
mudança média em relação ao basal nos valores de prolactina, glicemia de jejum, triglicérides,
colesterol total, HDL e LDL.
Ganho de Peso
Em estudos de 4 a 6 semanas em esquizofrenia, houve uma pequena diferença no ganho de
peso entre aripiprazol e placebo (0,7kg versus ?0,05kg, respectivamente), assim como uma
diferença na proporção de pacientes que tiveram um critério de ganho de peso maior ou igual
a 7% do peso corpóreo (aripiprazol: 8% comparado a placebo: 3%).
Em estudos de 3 semanas em mania, a média de ganho de peso entre aripiprazol e placebo foi
0,0kg versus ?0,2kg, respectivamente, assim como uma diferença na proporção de pacientes
que tiveram um critério de ganho de peso maior ou igual a 7% do peso corpóreo (aripiprazol:
3% comparado a placebo: 2%).
A tabela 1 mostra a alteração de peso durante um estudo de 26 semanas com aripiprazol,
incluindo tanto a alteração média do peso em relação à linha de base quanto a proporção de
pacientes que apresentou ganho de peso corporal maior ou igual 7% do peso na linha de
base, categorizadas pelo IMC de base.
Tabela 1: Resultados de alteração de peso categorizados por IMC basal: Estudo
controlado por placebo em Esquizofrenia
IMC menor que 23 IMC 23-27 IMC maior que 27
placebo aripiprazol placebo aripiprazol placebo aripiprazol
Alterações basais
significativas (kg
-0,5 -0,5 -0,6 -1,3 -1,5 -2,1
% com aumento de peso
corporal maior ou igual a
7%
3,7% 6,8% 4,2% 5,1% 4,1% 5,7%
A tabela 2 mostra a alteração de peso durante um estudo de longa duração (52 semanas) com
aripiprazol, incluindo tanto a alteração média do peso em relação à linha de base quanto a
proporção de pacientes que apresentou ganho de peso corporal maior ou igual a 7% do peso
na linha de base, categorizadas pelo IMC de base.
Tabela 2: Resultados de alteração de peso categorizados por IMC basal
IMC menor que
23
IMC 23-27 IMC maior que
27
Alterações basais significativas (kg)
2,6 1,4 -1,2
% com aumento de peso corporal
maior ou igual a 7%
30% 19% 8%
Alterações no ECG
Comparações entre grupos em uma análise agrupada de estudos controlados por placebo em
esquizofrenia ou mania bipolar não revelaram diferenças significantes entre aripiprazol e
placebo na proporção de pacientes que apresentaram alterações potencialmente importantes
nos parâmetros de ECG. Aripiprazol foi associado com um aumento médio no batimento
cardíaco de 5 batimentos por minuto comparado a 1 batimento por minuto entre pacientes com
placebo.
Achados adicionais observados em estudos clínicos
Eventos Adversos dos estudos duplo-cego, controlados por placebo de longa duração.
Os eventos adversos relatados em estudo duplo-cego, de ABILIFY controlado com placebo, de
26 semanas, foram geralmente consistentes com os relatados em estudos de curta duração
controlados com placebo, exceto pela maior incidência de tremor [9% (13/153) para ABILIFY
vs. 1% (2/153) para placebo]. Neste estudo, a maioria dos casos de tremor foi de intensidade
leve (9/13 leve e 4/13 moderado), ocorreu precocemente com o tratamento (9/13 em até 49
dias), e foi de duração limitada (9/13 durou até 10 dias). O tremor levou à interrupção do
tratamento com ABILIFY de forma infreqüente (em menos que 1% dos casos). Além disso, em
um outro estudo de longa duração (52 semanas), a incidência de tremor com ABILIFY foi 4%
(34/859).
Os eventos adversos relatados durante a fase de manutenção de 6 meses de um estudo
duplo-cego, de ABILIFY controlado por placebo, foram geralmente consistentes com os
relatados em estudos de curta duração controlados com placebo em mania bipolar, exceto
pela maior incidência de tremor [9% (7/77) para ABILIFY vs. 1% (1/83) para placebo]. Neste
estudo, a maioria dos casos de tremor foi de intensidade leve (5/7 leve e 2/7 moderado) e a
maioria resolveu durante a continuação do tratamento (6/7). O tremor não levou à interrupção
do ABILIFY durante o tratamento duplo-cego.
Outros Eventos Adversos Observados durante a Avaliação Pré-Comercialização do
Aripiprazol
A seguir há uma relação de eventos adversos decorrentes do tratamento, relatados pelos
pacientes tratados com aripiprazol em doses múltiplas maiores ou iguais a 2 mg/dia. Todos os
eventos mais importantes e que ainda não foram listados na tabela acima foram incluídos.
Embora os eventos relatados tenham ocorrido durante o tratamento com o aripiprazol, eles não
foram necessariamente causados por ele.
Eventos adversos freqüentes são aqueles que ocorrem no mínimo em 1/100 pacientes;
eventos adversos infreqüentes são aqueles que ocorrem entre 1/100 a 1/1000 pacientes;
eventos raros são aqueles que ocorrem em menos que 1/1000 pacientes.
Organismo como um todo: Freqüentes: sintomas de gripe, febre, dor no peito, rigidez no
pescoço, dor no pescoço e dor pélvica; Infreqüentes- edema (inchaço) de face, suicídio, mal
estar, enxaqueca, calafrio, fotossensibilidade, tensão do maxilar, dor no maxilar, inchaço,
abdômen inchado, tensão no peito, dor de garganta; Raras- monilíase, cabeça pesada, tensão
na garganta, Síndrome de Mendelson (distúrbio pulmonar), insolação.
Sistema Cardiovascular: Freqüentes: taquicardia (aumento da freqüência cardíaca),
hipotensão (diminuição da pressão arterial), bradicardia (diminuição da freqüência cardíaca);
Infreqüentes - palpitação, hemorragia, falência cardíaca, infarto do miocárdio, parada cardíaca,
fibrilação atrial (um tipo de arritmia), bloqueio AV, prolongamento do intervalo QT (somente
verificado pelo eletrocardiograma), extra-sístoles, isquemia do miocárdio (falta de oxigenação
no coração), trombose venosa profunda, angina pectoris, palidez, parada cardio-pulmonar,
flebite (inflamação de uma veia); Raras- palpitação atrial, bloqueio do feixe ramificado, reação
vasovagal (diminuição dos batimentos cardíacos), cardiomegalia (aumento do tamanho do
coração), tromboflebite (inflamação da veia), falência cardio-pulmonar.
Sistema Digestivo: Freqüentes: náusea e vômito; Infreqüentes- aumento do apetite, disfagia,
gastroenterite (inflamação da mucosa do estômago e intestino), flatulência, cárie, gastrite,
gengivite (inflamação da gengiva), hemorragia gastrointestinal, hemorróida, refluxo
gastroesofágico (refluxo digestivo que causa queimação), abcesso periodontal (infecção dos
dentes), incontinência fecal, hemorragia retal, estomatite (inflamação de estômago) , edema
(inchaço) de língua, colite (inflamação do cólon), colecistite (inflamação da vesícula biliar),
úlcera na boca, monilíase oral, eructação, impactação das fezes colelitíase; Raras- esofagite,
hematêmese, obstrução intestinal, hemorragia gengival, hepatite, úlcera péptica, glossite
(inflamação da língua), melena (diarréia por sangramento intestinal), úlcera duodenal, queilite,
hepatomegalia, pancreatite (inflamação do pâncreas).
Sistema Endócrino: : Infreqüentes- hipotiroidismo (diminuição da secreção do hormônio da
tireóide); Raras- hipertiroidismo (aumento da secreção do hormônio da tireóide), bócio
(dilatação da tireóide).
Sistema Linfático/ Hematológicos: Freqüentes- equimose (hematoma), anemia;
Infreqüentes- anemia hipocrômica, leucocitose (aumento de leucócitos no sangue), leucopenia
(diminuição de leucócitos no sangue), linfadenopatia, eosinofilia, anemia macrocítica; Rarastrombocitopenia
(diminuição de plaquetas no sangue), trombocitemia (aumento de plaquetas
no sangue), petéquia.
Distúrbios Metabólicos e Nutricionais: Freqüentes- perda de peso, aumento da creatino
fosfoquinase, desidratação; Infreqüentes- edema, hiperglicemia, hipercolesterolemia (aumento
do colesterol), hipocalemia (diminuição de potássio), diabetes mellitus, hipoglicemia
(diminuição de glicose no sangue), hiperlipidemia (aumento de lipídios), aumento de TGO e
TGP, sede, hiponatremia (diminuição de sódio), aumento da uréia sérica, aumento da
creatinina, cianose (coloração azulada da pele), aumento da fosfatase alcalina, bilirrubinemia,
anemia por deficiência de ferro, hipercalemia (aumento de potássio), hiperuricemia (aumento
de ácido úrico), obesidade; Raras- aumento da desidrogenase lática, hipernatremia (aumento
de sódio), gota, reação hipoglicêmica (diminuição de glicose).
Sistema Músculo-esquelético: Freqüente: cãibra muscular; Infreqüentes- artralgia (dor
intensa da articulação), miastenia (fraqueza muscular), artrose, dor óssea, artrite (inflamação
da articulação), fraqueza muscular, espasmo (contração muscular involuntária), bursite
(inflamação de estruturas da articulação), miopatia; Raras- artrite reumatóide, rabdomiólise
(doença aguda do músculo esquelético, que pode levar à sua destruição), tendinite (inflamação
do tendão), tenosinivite.
Sistema nervoso: Freqüentes: depressão, nervosismo, reação esquizofrênica, alucinação,
hostilidade, confusão, reação paranóide, pensamento suicida, anormalidades da marcha,
mania, delírios, sonhos anormais; Infreqüentes - labilidade afetiva, contração curta e súbita,
rigidez em roda denteada, prejuízos da concentração, distonia (alteração da rigidez muscular),
vasodilatação, parestesia (queimação, formigamento), impotência, tremor de extremidades,
hiperestesia (aumento da sensibilidade dolorosa), vertigem, estupor, bradicinesia (lentidão dos
movimentos), apatia, ataque do pânico, diminuição da libido, hipersonia (períodos de sono
muito longos), discinesia, reação maníaco depressiva, ataxia (perda da coordenação),
alucinação visual, acidente cerebrovascular, hipocinesia, despersonalização, perda da
memória, delírio, disartria (distúrbio articular), discinesia tardia, amnésia, hiperatividade,
aumento da libido, mioclonia (movimento involuntário), pernas irriquietas, neuropatia, disforia
(alteração do humor), hipercinesia, isquemia cerebral, aumento dos reflexos, acinesia
(ausência ou perda do movimento voluntário), diminuição da consciência, hiperestesia
(aumento da sensibilidade dolorosa), pensamento vagaroso; Raras- embotamento afetivo
(diminuição da expressão das emoções), euforia, incoordenação, crise oculógira, pensamento
obsessivo, incoordenação, hipotonia (diminuição da rigidez muscular), síndrome buco-glossal,
diminuição dos reflexos, desrealização, hemorragia intracranial.
Sistema Respiratório: Freqüentes- sinusite, dispnéia (dificuldade de respirar), pneumonia,
asma; Infreqüentes- epistaxe (sangramento nasal), soluço, laringite (inflamação da laringe),
pneumonia aspirativa; Raras- edema pulmonar, aumento do septo, embolia pulmonar, hipóxia,
falência respiratória, apnéia (ausência de respiração), ressecamento das vias aéreas nasais,
hemoptise (tosse com sangue).
Pele e anexos: Freqüente- úlcera de pele, transpiração, pele seca; Infreqüentes- prurido
(coceira), erupção vesiculo-bolhosa, acne, eczema (inflamação da pele), descoloração de pele,
alopécia (perda de cabelos), seborréia, psoríase (doença descamativa da pele); Raraserupção
maculo-papular, dermatite exfoliativa, urticária.
Órgãos dos sentidos: Freqüente- conjuntivite; Infreqüentes- dor de ouvido, olho seco, dor nos
olhos, tinitus,catarata, otite (inflamação do ouvido) média, alteração no paladar, blefarite
(inflamação das pálpebras), hemorragia ocular, surdez; Raros- diplopia (visão dupla), piscar
freqüente, ptose, otite externa, ambliopia (visão dupla), fotofobia.
Sistema urogenital: Freqüente- incontinência urinária; Infreqüentes- alterações da freqüência
urinária, retenção urinária, leucorréia, cistite, hematúria (perda de sangue pela urina), disúria
(dificuldade ou dor à micção), amenorréia (ausência de menstruação), hemorragia vaginal,
ejaculação anormal, falência renal, monilíase vaginal (candidíase), urgência urinária,
ginecomastia, cálculo renal, albuminúria, dor na mama, queimação urinária; Raras- noctúria
(micção noturna), poliúria (presença de proteínas na urina), menorragia (menstruação
excessiva), anorgasmia, glicosúria (perda de glicose pela urina), cervicite, hemorragia uterina,
lactação feminina, urolitíase, priapismo.
Outros eventos observados durante a avaliação pós-marketing de aripiprazol
Relatos voluntários de eventos adversos em pacientes utilizando aripiprazol recebidos desde a
introdução no comércio estão listados a seguir:
Sistema Cardiovascular
Muito raro (menor ou igual a 1%): síncope (desmaio)
Sistema Digestivo
Muito raro (menor ou igual a 1%): aumento das enzimas do fígado (ALT, AST, gama GT),
pancreatite.
Geral
Muito raro (menor ou igual a 1%): transtornos da regulação da temperatura (ex. hipotermia e
pirexia).
Sistema Imune
Muito raro (menor ou igual a 1%): reação alérgica (ex.: reação anafilática, angioedema,
laringoespasmo, prurido ou urticária).
Sistema metabólico
Muito raro (menor ou igual a 1%): hiperglicemia, diabetes mellitus.
Sistema Músculo-Esquelético
Muito raro (menor ou igual a 1%): aumento da creatino fosfoquinase, rabdomiólise (dano
muscular).
Sistema Urogenital
Muito raro (menor ou igual a 1%): priapismo (ereção anormal, prolongada e geralmente
dolorosa).
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO, E, EMBORA AS PESQUISAS
REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE
INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO
DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O
MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
Você deve informar ao seu médico o aparecimento de reações indesejáveis
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Em estudos clínicos, a superdose aguda intencional ou acidental foi identificada em pacientes
que utilizaram doses até 1080 mg com nenhuma fatalidade. Os sinais e sintomas observados
com a superdose de aripiprazol incluíram náuseas, vômito, astenia, diarréia e sonolência.
Dentre os pacientes que foram avaliados em ambiente hospitalar, não houve relatos de
alterações em sinais vitais, avaliações laboratoriais, ou ECG. Durante a experiência póscomercialização,
os sinais e sintomas potencialmente importantes observados em pacientes
adultos que tiveram uma superdose de aripiprazol em doses até 1260 mg, incluíram aumento
da pressão sanguínea, sonolência, taquicardia e vômitos. Adicionalmente, relatos de
superdose acidental com aripiprazol (doses até 195 mg) em crianças foram recebidos. Os
sinais e sintomas potencialmente sérios incluíram sintomas extrapiramidais e perda transitória
de consciência com recuperação.
Em caso de superdose, procure seu médico imediatamente.
Tratamento da superdosagem
Não há dados suficientes sobre o tratamento da superdosagem de aripiprazol. Em caso de
superdosagem, deve ser realizado um eletrocardiograma e se o houver alguma alteração,
deve ser realizada monitorização cardíaca.
Se não houver alteração, o controle da superdose pode ser feita por terapia de suporte,
manutenção adequada das vias aéreas, oxigenação e ventilação, e tratamento sintomático.
Você deverá ter um acompanhamento médico até a sua recuperação.
Carvão ativado: no caso de superdose de ABILIFY, pode-se administrar carvão ativado, logo
após ingestão excessiva de aripiprazol, para evitar a absorção.
Hemodiálise: não há dados suficientes sobre o efeito da hemodiálise no tratamento de
superdosagem com aripiprazol. Porém, é improvável que a hemodiálise seja útil no tratamento
de superdose.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Você deve conservar ABILIFY em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
INFORMAÇÕES AO PROFISSIONAL DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Descrição:
ABILIFY (aripiprazol) é um agente psicotrópico que apresenta propriedades farmacológicas e
estrutura química únicas, que diferem dos agentes antipsicóticos atuais.
Quimicamente, o aripiprazol é o 7-[4-4-(2,3-diclorofenil)-1-piperazinil]-butoxi] -3,4-dihidro-2(1H)-
quinolinona. A fórmula empírica é C23H27Cl2N3O2 e o seu peso molecular é 448,39.
Sua estrutura química é a seguinte:
Farmacologia clínica
Mecanismo de ação e Farmacodinâmica
O mecanismo de ação de aripiprazol, assim como de outras drogas que têm eficácia na
esquizofrenia, é desconhecido. Acredita-se que a eficácia do aripiprazol na esquizofrenia seja
mediada através da combinação do agonismo parcial nos receptores D2 de dopamina e 5-HT1A
de serotonina, e do antagonismo dos receptores 5-HT2A de serotonina. Interações com outros
receptores que não os subtipos de receptores de dopamina e serotonina podem explicar
alguns dos outros efeitos clínicos do aripiprazol.
O aripiprazol exibiu alta afinidade pelos receptores D2 e D3 de dopamina e 5-HT1A e 5-HT2A de
serotonina (valores Ki de 0,34; 0,8; 1,7 e 3,4 nM, respectivamente) e moderada afinidade pelos
receptores D4 de dopamina, 5-HT2C e 5-HT7 de serotonina, alfa-1 adrenérgico e H1 de
histamina (valores Ki de 44, 15, 39, 57 e 61nM respectivamente). O aripiprazol funcionou como
um agonista parcial do receptor D2 de dopamina, exibindo propriedades antagonistas em
modelos animais de hiperatividade dopaminérgica e propriedades agonistas em modelos
animais de hipoatividade dopaminérgica. O aripiprazol também mostrou ser um agonista
parcial do receptor 5- HT1A de serotonina e antagonista do receptor 5-HT2A de serotonina, e
exibiu ainda uma moderada afinidade pelo sítio de recaptação de serotonina (K i = 98 nM),
além de baixa afinidade por receptores muscarínicos (CI50 maior que 1000nM).
Farmacocinética
A atividade do ABILIFY é principalmente devido à droga inalterada, o aripiprazol, e em menor
extensão ao seu principal metabólito, dehidro-aripiprazol, que mostrou ter afinidade pelos
receptores D2 semelhante ao composto inalterado, representando 40% da exposição da droga
inalterada no plasma. As meias-vidas médias de eliminação do aripiprazol e dehidro-aripiprazol
estão em torno de 75 e 94 horas, respectivamente. As concentrações plasmáticas de estado
de equilíbrio são atingidas em 14 dias após a administração de ambas as porções ativas. O
acúmulo de aripiprazol é previsível a partir da farmacocinética de dose única. A
farmacocinética do aripiprazol, no estado de equilíbrio é proporcional à dose. A eliminação de
aripiprazol ocorre principalmente através do metabolismo hepático, envolvendo duas
isoenzimas do citocromo P 450, a CYP2D6 e CYP3A4. Não há variação diurna da disposição
de aripiprazol e seu metabólito ativo dehidro-aripiprazol.
- Absorção: o aripiprazol é bem absorvido, com pico de concentração plasmática ocorrendo
entre 3 e 5 horas após a administração oral de ABILIFY. A biodisponibilidade oral absoluta dos
comprimidos de ABILIFY é 87%, não sendo afetada pela administração concomitante de
alimentos.
- Distribuição: o aripiprazol é amplamente distribuído, com volume de distribuição médio de
4,9 L/kg. Nas concentrações terapêuticas, a ligação do aripiprazol às proteínas séricas,
principalmente a albumina, é maior que 99%. O aripiprazol não alterou a farmacocinética ou
farmacodinâmica da varfarina, a qual tem alta ligação às proteínas plasmáticas, sugerindo que
o deslocamento da varfarina da proteína não ocorreu.
- Metabolismo: o aripiprazol é extensivamente metabolizado pelo fígado através de múltiplas
vias de biotransformação, sofrendo metabolismo pré-sistêmico mínimo. O aripiprazol é
metabolizado principalmente por três vias de biotransformação: desidrogenação, hidroxilação,
e N-dealquilação. Baseado em estudos in vitro, as enzimas CYP3A4 e CYP2D6 são
responsáveis pela desidrogenação e hidroxilação do aripiprazol, e a N-dealquilação é
catalisada por CYP3A4. O aripiprazol é a porção predominante da droga na circulação
sistêmica; no estado de equilíbrio, o metabólito ativo dehidro-aripiprazol representa
aproximadamente 40% da área sob a curva (AUC) de aripiprazol no plasma.
A co-administração de ABILIFY com inibidores conhecidos do CYP2D6 como a quinidina em
indivíduos metabolizadores extensivos, resulta em um aumento de 112% na exposição
plasmática de aripiprazol, sendo necessário ajuste de dose (ver: INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS).
- Eliminação: Após uma dose oral única de aripiprazol marcado com 14C, aproximadamente
25% e 55% da radioatividade administrada foi recuperada inalterada na urina e nas fezes,
respectivamente. Menos de 1% de aripiprazol inalterado foi excretado na urina e
aproximadamente 18% da dose oral foi recuperada nas fezes. O clearance total de aripiprazol,
que é principalmente hepático, é 0,7 mL/min/kg.
Populações Especiais:
A farmacocinética do aripiprazol em populações especiais está descrita abaixo.
- Idosos: Não houve diferenças na farmacocinética do aripiprazol entre pacientes idosos
sadios (65 anos ou mais) e pacientes adultos jovens (18-64 anos). Também não foi detectado
qualquer efeito da idade em uma análise populacional da farmacocinética em pacientes
esquizofrênicos. (ver: Advertência: Aumento da Mortalidade em Pacientes Idosos com
Psicose associada à Demência e Uso Geriátrico).
- Sexo: Tanto a Cmáx como a AUC de aripiprazol e seu metabólito ativo, dehidro-aripiprazol,
são 30 a 40% mais altos em mulheres que em homens, e correspondentemente, o clearance
oral aparente do aripiprazol é menor em mulheres. Estas diferenças, entretanto, são
explicadas pela diferença no peso corpóreo (25%) entre homens e mulheres. Portanto, não é
recomendado ajuste de dose baseado no sexo.
- Raça: Não foi conduzido nenhum estudo farmacocinético específico para investigar os efeitos
da raça sobre o aripiprazol. Uma avaliação de farmacocinética na população não revelou
evidências clinicamente relevantes relacionadas à raça na farmacocinética do aripiprazol.
Portanto não é recomendado ajuste de dose baseado na raça.
- Fumantes: Baseado em estudos in vitro utilizando enzimas hepáticas humanas, o aripiprazol
não é um substrato para CYP1A2 e também não sofre glicuronidação direta. Portanto, o
tabagismo não deve ter efeito na farmacocinética do aripiprazol. Em concordância com estes
resultados in vitro, a avaliação da farmacocinética na população não revelou qualquer
diferença farmacocinética relevante entre fumantes e não-fumantes.
- Insuficiência renal: Em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina
menor que 30mL/min), a Cmáx de aripiprazol (dada em uma dose única de 15 mg) e de
dehidro-aripiprazol aumentaram 36% e 53% respectivamente, mas a AUC foi 15% menor para
o aripiprazol e 7% maior para dehidro-aripiprazol. A excreção renal de aripiprazol inalterado e
do dehidro-aripiprazol é menor que 1% da dose. As características farmacocinéticas de
aripiprazol e dehidro-aripiprazol mostraram ser semelhantes em pacientes adultos com
insuficiência renal grave e em voluntários jovens sadios. Não é necessário ajuste de dose em
pacientes com insuficiência renal.
- Insuficiência hepática: Em um estudo com dose única (15 mg de aripiprazol) em indivíduos
com variados graus de cirrose hepática (classes Child- Pugh A, B e C), a AUC de aripiprazol
comparada a de pacientes saudáveis aumentou em 31% na insuficiência hepática leve, 8% na
insuficiência hepática moderada e diminuiu 20% na insuficiência hepática grave. Nenhuma
destas diferenças necessitou ajuste de dose.
Um estudo com pacientes adultos com variados graus de cirrose hepática não revelou um
efeito significativo da insuficiência hepática sobre a farmacocinética de aripiprazol e dehidroaripiprazol.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Esquizofrenia
A eficácia de ABILIFY no tratamento da esquizofrenia foi avaliada em quatro estudos de curta
duração (4 e 6 semanas), controlados com placebo, com pacientes internados com recidiva
aguda, que preenchiam os critérios do DSM-III/IV para esquizofrenia. Três destes estudos
incluíram também um grupo de controle ativo com risperidona (um estudo) ou haloperidol (dois
estudos). Estes estudos não foram desenhados para uma comparação entre ABILIFY e os
comparadores ativos.
Em três estudos positivos para ABILIFY, foram usados quatro instrumentos para avaliar sinais
e sintomas psiquiátricos. A Escala da Síndrome Positiva e Negativa (PANSS) é um inventário
de vários itens de psicopatologia geral usado para avaliar os efeitos do tratamento
farmacológico em esquizofrenia. A subescala positiva da PANSS é um subgrupo de itens
dentro da PANSS que avalia sete sintomas positivos da esquizofrenia (delírios,
desorganização conceitual, alucinação, excitação, grandiosidade, desconfiança/ perseguição,
e hostilidade). A subescala negativa da PANSS é um subgrupo de itens dentro da PANSS que
avalia sete sintomas negativos da esquizofrenia (embotamento afetivo, apatia, contato pobre,
isolamento, dificuldade de pensamento abstrato, falta de espontaneidade/ fluência de discurso,
pensamento estereotipado). A avaliação pela Impressão Clínica Global (CGI) reflete a
impressão de um observador hábil, altamente familiar com as manifestações da esquizofrenia,
sobre o estado clínico geral do paciente.
Estudo 1: Em um estudo de 4 semanas, (n=414) comparando duas doses fixas de ABILIFY
(15 ou 30mg/dia) e haloperidol (10mg/dia) com placebo, ambas as doses de ABILIFY foram
superiores ao placebo na pontuação total da PANSS, subescala positiva da PANSS e na
escala CGI-gravidade. Adicionalmente, a dose de 15mg/dia foi superior ao placebo na
subescala negativa da PANSS.
Estudo 2: Em um estudo de 4 semanas, (n=404) comparando duas doses fixas de ABILIFY
(20 ou 30mg/dia) e risperidona (6mg/dia) com placebo, ambas as dose de ABILIFY foram
superiores ao placebo na pontuação total da PANSS, na subescala positiva da PANSS, na
subescala negativa da PANSS e na escala CGI-gravidade.
Estudo 3: Em um estudo de 6 semanas, (n=420) comparando três doses fixas de ABILIFY (10,
15 ou 20 mg/dia) com placebo, todas as três doses de ABILIFY foram superiores ao placebo
na pontuação total da PANSS, subescala positiva da PANSS e na subescala negativa da
PANSS.
Estudo 4: Em um estudo de 4 semanas (n=103) comparando ABILIFY em uma variação de 5 a
30 mg/dia ou haloperidol 5 a 20 mg/dia com placebo, haloperidol mostrou-se superior ao
placebo na Escala Breve de Avaliação Psiquiátrica (BPRS), um inventário de vários itens de
psicopatologia geral tradicionalmente usado para avaliar os efeitos do tratamento
farmacológico em psicoses, e em uma análise baseada na escala CGI-gravidade, as medidas
primárias para este estudo. ABILIFY foi significativamente diferente do placebo somente na
análise baseada na escala CGI-gravidade.
Desta maneira, a eficácia das doses 15 mg, 20 mg e 30 mg diárias foi estabelecida em dois
estudos para cada dose, enquanto a eficácia da dose de 10 mg foi estabelecida em um estudo.
Não houve evidência em nenhum estudo de que grupos tratados com maiores doses tivessem
qualquer vantagem sobre grupos tratados com menores doses.
A análise dos subgrupos da população não revelou qualquer evidência de responsividade
diferente com base na idade, sexo, ou raça.
Estudo de 26 semanas versus placebo
Um estudo de longa duração incluiu 310 pacientes esquizofrênicos que estavam estáveis do
ponto de vista de sintomas com o uso de outras medicações antipsicóticas há pelo menos 3
meses. Estes pacientes tiveram suas medicações retiradas e foram randomizados para
ABILIFY 15mg ou placebo, para avaliação de recaída ao longo de 26 semanas. A recaída foi
definida como um escore da CGI-Melhora >= 5 (piora mínima), escore >= 5 (moderadamente
grave) no item de hostilidade ou atitude não-cooperativa da PANSS, ou como um aumento >=
20% na PANSS total. Como resultado, os pacientes recebendo ABILIFY 15mg tiveram um
tempo significantemente maior para ocorrência de recaída comparados aos pacientes
recebendo placebo, ao longo de 26 semanas. Além disso, neste estudo, o aripiprazol
proporcionou melhora significantemente maior na manutenção do efeito em comparação ao
placebo.
Estudo de 52 semanas versus haloperidol
Em um estudo de 52 semanas, controlado com haloperidol, o grupo tratado com aripiprazol
teve melhora nos sintomas negativos significantemente maior que o grupo tratado com
haloperidol, e melhora nos sintomas positivos comparável à melhora com haloperidol. Neste
estudo, que incluiu 1278 pacientes com graus variados de sintomas depressivos (média basal
de 12,6 na escala Montgomery-Asberg de Depressão - MADRS), os pacientes em uso de
aripiprazol tiveram melhora significantemente maior nos sintomas depressivos em comparação
com o haloperidol.
Mania Bipolar
A eficácia de ABILIFY no tratamento dos episódios de mania aguda foi estabelecida em dois
estudos controlados com placebo de 3 semanas em pacientes hospitalizados e em um estudo
de 12 semanas, com controle ativo, em pacientes ambulatoriais e hospitalizados, que
preenchiam os critérios do DSM-IV para Transtorno Bipolar tipo I com episódios maníacos ou
mistos. Estes estudos incluíram pacientes com ou sem sintomas psicóticos, e pacientes
cicladores rápidos ou não.
O instrumento primário utilizado para avaliação dos sintomas maníacos foi a escala de
avaliação de sintomas maníacos Young Mania Rating Scale (Y-MRS), uma escala de 11 itens
de avaliação clínica tradicionalmente utilizada para avaliar o grau de sintomatologia maníaca
em uma faixa de 0 (sem sinais ou sintomas maníacos) a 60 (pontuação máxima). Instrumentos
secundários chave incluiram a versão bipolar da escala de impressão clínica global Clinical
Global Impression ? Bipolar (CGI-BP), e a sub-escala de hostilidade da PANSS. A Sub-escala
de Hostilidade consiste de quatro itens: excitação, hostilidade, atitude não cooperativa, e
controle de impulsos pobre. Os resultados dos estudos estão abaixo.
Em dois estudos controlados com placebo de 3 semanas (n=268; n=248) que avaliaram
ABILIFY 15 ou 30mg/dia uma vez ao dia, ABILIFY foi superior ao placebo na redução do
Escore Total da Y-MRS, Taxa de Resposta (melhora >= 50% no escore da Y-MRS em relação
ao basal), Escore de Gravidade de Doença da CGI-BP (mania), Sub-escala de Hostilidade da
PANSS e Escore de Mudança em Relação à Fase Precedente da CGI-BP (mania). O início
da eficácia foi observado já no 4o dia, em relação à medida primária de eficácia, em ambos os
estudos.
Um estudo de 12 semanas (n=344) comparou ABILIFY (15 ou 30mg/dia uma vez ao dia,
iniciando com 15mg/dia) com haloperidol (10 a 15mg/dia uma vez ao dia, iniciando com
10mg/dia). Aumentos de dose puderam ocorrer (ABILIFY 30mg/dia ou haloperidol 15mg/dia)
após as semanas 1 ou 2, com base na avaliação clínica (Mudança em Relação à Fase
Precedente da GCI-BP - mania >= 3). ABILIFY foi superior ao haloperidol na medida primária
de eficácia: número de pacientes em tratamento e mantendo resposta na Semana 12 (melhora
>= 50% no escore da Y-MRS em relação ao basal). ABILIFY também foi superior ao
haloperidol na proporção de responsivos à Semana 12 que completaram a Semana 3 com um
Escore de Gravidade de Doença da CGI-BP (mania) menor que 4 (moderadamente doente) e
um Escore na MADRS menor que 18.
Com base nestes resultados, a eficácia do aripiprazol no tratamento da mania bipolar aguda foi
demonstrada, utilizando um regime de doses de 15 ou 30mg ao dia.
Um estudo a longo prazo foi conduzido em pacientes que preenchiam os critérios DSM-IV para
Transtorno Bipolar Tipo I com episódio maníaco ou misto recente. A primeira fase deste estudo
foi um período aberto de estabilização em que pacientes hospitalizados ou ambulatoriais
estiveram clinicamente estáveis com ABILIFY (15 mg/dia ou 30 mg/dia, com dose inicial de 30
mg/dia) por 6 semanas consecutivas. 161 pacientes ambulatoriais foram depois randomizados,
de modo duplo-cego, para placebo ou ABILIFY (mesma dose que a do final do período de
estabilização). Durante 6 meses de fase de manutenção, os pacientes foram observados para
recaída maníaca ou depressiva. ABILIFY foi superior ao placebo em relação ao tempo de
recaída, a medida primária de resultados para este estudo. Pacientes que completaram esta
fase de 6 meses de manutenção poderiam ser acompanhados para avaliação de recaída por
até 17 meses adicionais sob tratamento duplo cego. Pacientes tratados com ABILIFY
continuaram a apresentar menos recaídas que pacientes tratados com placebo durante este
período de observação.
INDICAÇÕES
ABILIFY é indicado para o tratamento de episódios agudos de esquizofrenia e manutenção da
melhora clínica durante o tratamento continuado.
ABILIFY também é indicado no tratamento de episódios agudos de mania associados ao
Transtorno Bipolar tipo I e para o tratamento de continuação (prevenção de recidivas) em
pacientes com transtorno bipolar tipo I que recentemente apresentaram episódios maníacos ou
mistos.
CONTRA-INDICAÇÕES
ABILIFY é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade ao aripiprazol ou a qualquer
outra substância da fórmula.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
ABILIFY pode ser administrado independente das refeições, uma vez que biodisponibilidade
oral de ABILIFY não é afetada pela presença de alimentos.
POSOLOGIA
Esquizofrenia
Adultos
Recomenda-se que a dose inicial de ABILIFY seja 10 mg ou 15 mg, administrada uma vez ao
dia, independentemente das refeições. Doses entre 10 e 30 mg/dia foram estabelecidas como
eficazes nos estudos clínicos, sendo 30 mg/dia a dose mais alta sistematicamente avaliada
nos estudos clínicos. Os aumentos das dosagens não devem ser feitos antes de duas
semanas, que é o período necessário para que se atinja estado de equilíbrio.
Dose para Populações Especiais:
Em geral, não é necessário ajuste de dose de ABILIFY baseado na idade, sexo, raça,
tabagismo, função hepática ou renal dos pacientes. (ver: FARMACOLOGIA CLÍNICA:
Farmacocinética)
- Uso Pediátrico e em Adolescentes
A segurança e eficácia de ABILIFY para o tratamento de esquizofrenia em pacientes
pediátricos e adolescentes menores de 18 anos não foram estabelecidas.
- Uso Geriátrico
Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes com 65 anos ou mais de idade. Porém,
experimentos com esta população de pacientes são limitados.
Pacientes tomando medicamentos metabolizados por CYP2D6 ou 3A4
- Ajuste de dosagem para pacientes utilizando aripiprazol e potenciais inibidores de
CYP3A4:
Quando ocorre administração concomitante de cetoconazol com aripiprazol, a dose de
aripiprazol deve ser reduzida à metade da dose usual. Quando o inibidor de CYP3A4 for
retirado, a dose de aripiprazol deve ser aumentada.
- Ajuste de dosagem para pacientes utilizando aripiprazol e potenciais inibidores de
CYP2D6:
Quando ocorre administração concomitante de potenciais inibidores de CYP2D6 (por exemplo:
quinidina, fluoxetina, paroxetina) com aripiprazol, a dose de aripiprazol deve ser reduzida a
pelo menos à metade da dose usual. Quando o inibidor de CYP2D6 for retirado, a dose de
aripiprazol deve ser aumentada.
- Ajuste de dosagem para pacientes utilizando aripiprazol e potenciais indutores de
CYP3A4:
Quando um potencial indutor de CYP3A (por exemplo, carbamazepina) é adicionado à terapia
com aripiprazol, a dose deste deve ser dobrada (para 20 ou 30 mg). Aumentos adicionais da
dose de aripiprazol devem ser baseados na avaliação clínica. Quando carbamazepina é
retirada da terapia de combinação, a dose de aripiprazol deve ser reduzida.
Terapia de Manutenção
Embora não haja evidências suficientes que respondam à questão de por quanto tempo um
paciente tratado com aripiprazol deva permanecer em tratamento, a avaliação sistemática de
pacientes com esquizofrenia que estiveram estáveis com o uso de outras medicações
antipsicóticas por períodos de 3 meses ou mais, tiveram estas medicações retiradas e
substituídas por ABILIFY 15mg/dia e foram observados quanto a recaídas por 26 semanas,
demonstrou um benefício deste tratamento de manutenção (ver FARMACOLOGIA CLÍNICA:
Resultados de Eficácia). Os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para
determinar a necessidade de tratamento de manutenção.
Troca de Outros Antipsicóticos
Nenhum dado foi sistematicamente coletado para avaliar especificamente pacientes com
esquizofrenia em troca de outros antipsicóticos para o tratamento com ABILIFY, ou sobre a
administração concomitante de ABILIFY com outros antipsicóticos.
Enquanto a retirada imediata do atual esquema antipsicótico possa ser aceitável para alguns
pacientes com esquizofrenia, para outros pode ser mais apropriada a retirada gradual. Em
todos os casos, o período de sobreposição da administração dos antipsicóticos deve ser
minimizado.
Mania Bipolar
Adultos
O tratamento com aripiprazol de pacientes com episódios de mania aguda associados com
Transtorno Bipolar tipo I deve ser iniciado com dose de 15 mg/dia ou 30mg/dia, administrada
uma vez ao dia, independentemente das refeições. Ajustes de dose, se indicados, devem
ocorrer em intervalos de no mínimo 24 horas. A eficácia (3 a 12 semanas) foi demonstrada, em
estudos clínicos, em doses entre 15 a 30 mg ao dia. A segurança de doses acima de 30 mg ao
dia não foi avaliada em estudos clínicos.
- Dose em Populações Especiais
Ajustes de dose não são indicados de forma rotineira com base na idade, sexo, raça, ou
insuficiência renal ou hepática (ver: FARMACOLOGIA CLÍNICA)
- Terapia de Manutenção
A avaliação sistemática de pacientes com Transtorno Bipolar tipo I com episódio maníaco ou
misto, que estiveram sintomaticamente estáveis com ABILIFY (15mg/dia ou 30mg/dia com
dose inicial de 30mg/dia) por 6 semanas consecutivas e depois foram randomizados para
ABILIFY (15 mg/dia ou 30 mg/dia) ou placebo por pelo menos 6 meses (permanecendo por até
17 meses para observação de recaída), demonstrou um benefício deste tratamento de
manutenção. Os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para se determinar a
necessidade de tratamento de manutenção.
ADVERTÊNCIAS
Durante o tratamento antipsicótico, a melhora da condição clínica do paciente pode levar dias
ou algumas semanas. Os pacientes devem ser rigorosamente monitorados durante este
período.
Aumento da Mortalidade em Pacientes Idosos com Psicose associada à Demência
Pacientes idosos com psicose associada à demência, tratados com drogas antipsicóticas
atípicas, incluindo aripiprazol, apresentaram um aumento do risco de morte quando
comparados ao placebo. Análise de 17 estudos controlados com placebo (duração modal de
10 semanas) nestes pacientes revelou um risco de morte nos pacientes tratados com drogas
entre 1,6 a 1,7 vezes maior que nos pacientes tratados com placebo. Embora as causas de
morte tenham sido variadas, a maioria dos casos de morte pareceu ser de origem
cardiovascular (ex. falência cardíaca, morte súbita) ou infecciosa (ex. pneumonia). Abilify
(aripiprazol) não está aprovado para tratamento em pacientes com psicose associada à
demência.
Eventos Adversos Cerebrovasculares, Incluindo AVC, em Pacientes Idosos com Psicose
associada à Demência
Em três estudos clínicos de aripiprazol controlados por placebo em pacientes idosos com
psicose associada à Doença de Alzheimer, foram relatados eventos adversos
cerebrovasculares (por exemplo, AVC, ataque isquêmico transitório), incluindo mortes (média
de idade: 84 anos; variação: 78 a 88 anos). De forma geral, 1,3% dos pacientes tratados com
aripiprazol tiveram eventos adversos cardiovasculares quando comparados com 0,6% dos
pacientes tratados com placebo nestes estudos. Esta diferença não foi estatisticamente
significativa. Entretanto, em um destes estudos, de dose fixa, houve uma relação dose
resposta significativa para eventos adversos cerebrovasculares em pacientes tratados com
aripiprazol. ABILIFY não é aprovado para o tratamento de psicose relacionada à demência.
Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM)
A Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) é um complexo de sintomas potencialmente fatal, que
tem sido relatado em associação à administração de drogas antipsicóticas, incluindo
aripiprazol. As manifestações clínicas de SNM são hipertermia, rigidez muscular, alteração do
estado mental e evidência de instabilidade autonômica (pulso ou pressão arterial alterados,
taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca). Sinais adicionais podem incluir elevação da
creatinofosfoquinase (CPK), mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência renal aguda.
Se um paciente desenvolver sinais e sintomas indicativos de SNM, ou apresentar febre alta
inexplicável sem manifestações clínicas adicionais de SNM, todas as drogas antipsicóticas,
incluindo ABILIFY devem ser descontinuadas. Se um paciente requerer tratamento com droga
antipsicótica após recuperação de SNM, a reintrodução da terapia medicamentosa deve ser
cuidadosamente avaliada e o paciente deve ser cuidadosamente monitorizado, já que o
reaparecimento de SNM já foi relatado.
Discinesia Tardia
Esta síndrome caracterizada por movimentos discinéticos involuntários e irreversíveis, pode se
desenvolver em pacientes tratados com drogas antipsicóticas. Embora a prevalência da
síndrome pareça ser maior entre indivíduos idosos, especialmente mulheres idosas, é
impossível se basear em estimativas de prevalência para predizer, na introdução do
tratamento antipsicótico, quais pacientes são mais propensos a desenvolver a síndrome. É
desconhecido se medicamentos antipsicóticos diferem quanto ao potencial de causar
discinesia tardia.
Acredita-se que o risco de se desenvolver discinesia tardia e a probabilidade de que isto se
torne irreversível aumentem com a duração do tratamento e com a dose total acumulada de
drogas antipsicóticas administradas ao paciente. Entretanto, a síndrome pode se desenvolver,
ainda que de modo muito menos freqüente, após períodos de tratamento relativamente curtos
com doses baixas.
Não há tratamento conhecido para casos estabelecidos de discinesia tardia, embora a
síndrome possa diminuir parcial ou completamente se o tratamento antipsicótico for retirado.
Entretanto, o próprio tratamento antipsicótico pode suprimir total ou parcialmente os sinais e
sintomas da síndrome e, portanto, é possível que mascare o processo subjacente. O efeito que
esta supressão sintomática tem ao longo do curso da síndrome é desconhecido.
Dadas estas considerações, ABILIFY deve ser prescrito de modo que seja mais provável
minimizar a ocorrência de discinesia tardia. Em pacientes, que de fato, requeiram tratamento
crônico, a menor dose e a menor duração de tratamento que produzam uma resposta clínica
adequada devem ser buscadas, e a necessidade de tratamento contínuo deve ser reavaliada
periodicamente.
Se sinais e sintomas de discinesia tardia aparecerem em um paciente em uso de ABILIFY,
deve-se considerar redução da dose ou a retirada da droga. Estes sintomas podem
temporariamente piorar ou até mesmo reaparecer após a retirada do tratamento. Entretanto,
alguns pacientes podem necessitar de tratamento com ABILIFY a despeito da presença desta
síndrome.
Hiperglicemia e Diabetes Mellitus
Hiperglicemia, em alguns casos extrema e associada a cetoacidose, coma hiperosmolar ou
morte foi relatada em pacientes tratados com antipsicóticos atípicos. Houve poucos relatos de
hiperglicemia em pacientes tratados com ABILIFY. Embora menos pacientes tenham sido
tratados com ABILIFY, não é conhecido se esta menor experiência é a única razão para a falta
de relatos. A avaliação da relação entre o uso de antipsicótico atípico e anormalidades da
glicose é complicada devido à possibilidade de um aumento no risco de diabetes mellitus em
pacientes com esquizofrenia e ao aumento da incidência de diabetes mellitus na população em
geral. Dados esses confundidores, a relação entre o uso de antipsicótico atípico e eventos
adversos relacionados a hiperglicemia não é completamente compreendida. Entretanto,
estudos epidemiológicos que não incluíram ABILIFY sugerem um aumento do risco de eventos
adversos relacionados a hiperglicemia em pacientes tratados com antipsicóticos atípicos
inclusos nestes estudos. Como ABILIFY não estava sendo comercializado na época que esses
estudos foram realizados, não é conhecido se o uso de ABILIFY pode ser associado a este
aumento de risco. Estimativas precisas de risco para eventos adversos relacionados a
hiperglicemia em pacientes tratados com antipsicóticos atípicos não estão disponíveis.
Pacientes com diagnóstico estabelecido de diabetes mellitus que iniciaram o tratamento com
antipsicóticos atípicos devem ter seu controle glicêmico monitorado regularmente.Pacientes
com fatores de risco para diabetes mellitus (por exemplo, obesidade, histórico familiar de
diabetes) que iniciaram tratamento com antipsicóticos atípicos devem se submeter a teste de
glicemia de jejum no início do tratamento e periodicamente, durante o tratamento. Qualquer
paciente tratado com antipsicóticos atípicos deve ser monitorado em relação a sintomas de
hiperglicemia, incluindo polidipsia, poliúria, polifagia, e fraqueza. Pacientes que desenvolverem
sintomas de hiperglicemia durante o tratamento com antipsicóticos atípicos devem se
submeter à teste de glicemia de jejum. Em alguns casos, a hiperglicemia foi resolvida quando
o antipsicótico atípico foi descontinuado; entretanto, alguns pacientes necessitam de
continuação no tratamento anti-diabético, apesar da descontinuação da droga suspeita.
Hipotensão Ortostática
Devido ao potencial de antagonismo no receptor α1-adrenérgico, o aripiprazol pode estar
associado à hipotensão ortostática. A incidência de eventos adversos associados à hipotensão
ortostática em cinco estudos de curta duração controlados com placebo em esquizofrenia
(n=926) foi: hipotensão ortostática (placebo: 1,0%; aripiprazol: 1,9%); sensação de cabeça leve
na posição ortostática (placebo: 1,0%; aripiprazol: 0,9%); e síncope (placebo: 1,0%: aripiprazol:
0,6%). A incidência de eventos adversos associados à hipotensão ortostática em estudos de
curta duração controlados com placebo em mania bipolar (n=597) foi: hipotensão ortostática
(placebo: 0%; aripiprazol: 0,7%); sensação de cabeça leve na posição ortostática (placebo:
0,5%; aripiprazol: 0,5%); e síncope (placebo: 0,9%: aripiprazol: 0,5%).
A incidência de alteração ortostática significativa na pressão arterial (definida como uma
diminuição de no mínimo 30 mmHg na pressão sangüínea sistólica quando passando da
posição supina para posição em pé) para o aripiprazol não foi estatisticamente diferente do
placebo (em esquizofrenia: 14% entre pacientes tratados com aripiprazol e 12% entre os
pacientes tratados com placebo e em mania bipolar: 3% entre pacientes tratados com
aripiprazol e 2% entre os pacientes tratados com placebo).
O aripiprazol deve ser usado com cautela em pacientes com doença cardiovascular conhecida
(história de infarto do miocárdio ou doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca ou
anormalidades da condução), doença cerebrovascular ou condições que possam predispor
pacientes à hipotensão (desidratação, hipovolemia, e tratamento com medicações antihipertensivas).
Convulsões
Ocorreram convulsões em 0,1% (1/926) dos pacientes com esquizofrenia tratados com
aripiprazol em estudos de curta duração controlados com placebo. Ocorreram convulsões em
0,3% (1/597) dos pacientes com mania bipolar tratados com aripiprazol em estudos de curta
duração controlados com placebo e 0,2% (1/436) dos pacientes tratados com placebo
apresentaram convulsões. Assim como com outras drogas antipsicóticas, o aripiprazol deve
ser usado com cautela em pacientes com história de convulsões ou com condições que
diminuam o limiar convulsivo, por ex. Demência de Alzheimer. Condições que diminuam o
limiar convulsivo podem ser mais prevalentes na população de 65 anos ou mais.
Potencial para Alterações Cognitivas ou Motoras
Em estudos, de curta duração controlados com placebo, em esquizofrenia, relatou-se
sonolência em 11% dos pacientes em uso de ABILIFY, comparado com 8% dos pacientes em
uso de placebo. Em estudos de curta duração controlados com placebo, em mania bipolar,
relatou-se sonolência em 14% dos pacientes em uso de ABILIFY, comparado com 7% dos
pacientes em uso de placebo A sonolência levou à descontinuação da medicação em 0,1%
(1/926) dos pacientes em uso de ABILIFY com esquizofrenia e não levou a descontinuação de
nenhum paciente com mania bipolar em uso de ABILIFY.
Apesar da baixa incidência de sonolência comparada com o placebo, ABILIFY, como outros
antipsicóticos, pode apresentar o potencial de alterar o julgamento, o pensamento, ou
habilidades motoras.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua
habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Regulação da Temperatura Corporal
Prejuízos na habilidade do organismo em aumentar ou reduzir a temperatura corporal central
têm sido atribuídos a agentes antipsicóticos, incluindo aripiprazol. É aconselhável cuidado
apropriado ao se prescrever aripiprazol a pacientes que passarão por condições que possam
contribuir para uma elevação da temperatura corporal central, por ex., exercício extenuante,
exposição ao calor extremo, administração da medicação concomitante com atividade
anticolinérgica, ou condições que levem à desidratação.
Disfagia
A falta de motilidade do esôfago e aspiração têm sido associados ao uso de drogas
antipsicóticas. O aripiprazol e outras drogas antipsicóticas devem ser usados com cautela em
pacientes com risco de pneumonia aspirativa (ver: PRECAUÇÕES: uso em pacientes com
doenças concomitantes).
Suicídio
A possibilidade de tentativa de suicídio é inerente à condição psicótica e transtorno bipolar,
portanto, a terapia de pacientes com alto risco deve ser acompanhada de forma rigorosa.
Prescrições de ABILIFY devem ser realizadas com a menor quantidade de comprimidos para o
bom controle do paciente, de modo a diminuir o risco de superdose.
Uso em Pacientes com Doenças Concomitantes
A experiência clínica com ABILIFY em pacientes com certas condições sistêmicas
concomitantes (Ver: FARMACOLOGIA CLÍNICA: Populações Especiais: Insuficiência
Renal e Insuficiência Hepática) é limitada.
ABILIFY não foi avaliado ou utilizado em uma extensão apreciável em pacientes com história
recente de infarto do miocárdio ou doença cardíaca instável. Pacientes com estes diagnósticos
foram excluídos dos estudos clínicos pré-comercialização.
Experiência de segurança em pacientes idosos com psicose associada à Doença de
Alzheimer:
Em três estudos de aripiprazol controlados com placebo, de 10 semanas, em pacientes idosos
com psicose associada à Demência de Alzheimer (n = 938; média de idade 82,4 anos;
variação: 56-99 anos), os eventos adversos que surgiram durante o tratamento e que foram
relatados com incidência maior ou igual a 5% e incidência com aripiprazol no mínimo duas
vezes maior que a com placebo foram astenia (placebo 3%; aripiprazol 8%), sonolência
(placebo 3%; aripiprazol 9%) e incontinência urinária (placebo 1%; aripiprazol 5%).
A segurança e eficácia de ABILIFY no tratamento de pacientes com psicose associada com
demência ainda não foi estabelecida. Se o médico prescritor optar por tratar estes pacientes
com ABILIFY, deve-se monitorá-lo, particularmente para dificuldade de deglutir ou sonolência
excessiva, que pode predispor um dano acidental ou aspiração. (ver: Eventos Adversos
Cerebrovasculares, Incluindo AVC, em Pacientes Idosos com Psicose associada à
Demência e Aumento da Mortalidade em Pacientes Idosos com Psicose associada à
Demência).
Abuso da droga e dependência
- Dependência física e psicológica:
O aripiprazol não foi sistematicamente estudado em humanos com relação ao seu potencial de
abuso, tolerância ou dependência física. Em estudos de dependência física em macacos,
sintomas de abstinência foram observados após interrupção abrupta da dose. Embora os
estudos clínicos não tenham revelado nenhuma tendência para comportamento de busca da
droga, estas observações não foram sistemáticas, não sendo possível predizer com base
nesta experiência limitada a extensão na qual uma droga que age no SNC poderá ser mal
usada, usada com fins recreativos e/ou abusada, uma vez comercializada. Os pacientes
devem ser avaliados com relação ao histórico de abuso de drogas, e cada paciente deve ser
observado quanto aos sinais de mau uso ou abuso de ABILIFY (ex.: desenvolvimento de
tolerância, aumentos da dose, comportamento de busca da droga).
Segurança Pré-Clínica: Carcinogênese, Mutagênese, Fertilidade e Gravidez
Dados pré-clínicos de segurança não revelaram riscos especiais para humanos, baseados em
estudos convencionais de farmacologia, toxicidade com doses repetidas, genotoxicidade,
carcinogenicidade ou toxicidade reprodutivo. Efeitos toxicológicos significativos foram
observados somente em doses suficientemente superiores à dose humana máxima, indicando
relevância limitada ou nula para o uso clínico. Os estudos estão descritos abaixo.
Carcinogênese
Estudos de carcinogenicidade ao longo do período de vida foram conduzidos em
camundongos ICR e em ratos SD e F344. O aripiprazol foi administrado na dieta por dois anos,
em doses de 1, 3, 10, e 30 mg/kg/dia para camundongos ICR e em doses de 1, 3, e 10
mg/kg/dia para ratos F344 [0,2 a 5 e 0,3 a 3 vezes a dose humana máxima recomendada ?
DHMR, (em mg/m2), respectivamente]. Além disso, ratos SD receberam oralmente, por dois
anos, doses de 10, 20, 40 e 60 mg/kg/dia [3 a 19 vezes a DHMR (em mg/m2)]. O aripiprazol
não induziu tumores em camundongos ou ratos machos. A incidência de adenoma da glândula
pituitária e adenocarcinoma e adenocantoma de glândula mamária, em camundongos fêmeas,
aumentou com doses de 3 a 30 mg/kg/dia [0,1 a 0,9 vezes a exposição humana na DHMR
(baseado na AUC) e 0,5 a 5 vezes a DHMR, (em mg/m2)]. Em ratas fêmeas, a incidência de
fibroadenoma de glândula mamária aumentou com 10 mg/kg/dia [0,1 vez a exposição humana
na DHMR (baseado na AUC) e 3 vezes a DHMR, (em mg/m2)]; e a incidência de carcinoma
adrenocortical e uma combinação de adenomas e carcinomas adrenocortical aumentou com a
dose oral de 60 mg/kg/dia [14 vezes a exposição humana na DHMR (baseado na AUC) e 19
vezes a DHMR, (em mg/m2)].
Alterações proliferativas nas glândulas pituitária e mamária de roedores foram observadas
após administração crônica de outros agentes antipsicóticos e foram consideradas mediadas
pela prolactina. A prolactina sérica não foi medida em estudos de carcinogenicidade de
aripiprazol. Entretanto, aumentos nos níveis séricos de prolactina foram observados em
camundongos fêmeas, em um estudo de 13 semanas com doses associadas a tumores de
glândulas mamária e pituitária. Prolactina sérica não aumentou em ratos fêmeas em estudos
de dieta de 4 e 13 semanas com a dose associada a tumores nas glândulas mamárias. A
relevância para risco humano dos achados de tumores endócrinos mediados por prolactina é
desconhecida.
Mutagênese
O potencial mutagênico de aripiprazol foi testado em um ensaio ?in vitro? de mutação reversa
bacteriana, um ensaio ?in vitro? bacteriano de reparo do DNA, ensaio ?in vitro? de mutação
genética seqüencial de células de linfoma de ratos, ensaios ?in vitro? de aberração
cromossômica em células de pulmão de hamster chineses, ensaios in vivo de micronúcleos de
camundongos e em estudo de síntese não programado de DNA em ratos. O aripiprazol e um
metabólito (2,3-DCPP) foram clastogênicos em testes ?in vitro? em células de pulmão de
hamster chinês, com ou sem ativação metabólica. O metabólito 2,3-DCPP produziu aumentos
em aberrações numéricas em testes ?in vitro? em células de pulmão de hamster chinês na
ausência de ativação metabólica. Uma resposta positiva foi obtida em ensaio in vivo de
micronúcleos em camundongos, no entanto, a resposta mostrou estar relacionada com um
mecanismo não considerado relevante em humanos.
Fertilidade
Ratas fêmeas foram tratadas com doses orais de 2, 6 e 20mg/kg/dia [0.6, 2 e 6 vezes a dose
humana máxima recomendada ? DHMR ? (em mg/ m2)] de aripiprazol, no período de duas
semanas antes do acasalamento até o sétimo dia de gestação. Irregularidades no estro e
aumento do corpo lúteo foram observadas em todas as doses, mas não foi observado prejuízo
da fertilidade. Aumento de perdas de pré-implantação foi observado nas doses 6 e 20mg/kg, e
diminuição do peso fetal foi observada na dose de 20mg/kg.
Ratos machos foram tratados com doses orais de 20, 40 e 60mg/kg/dia [6, 13 e 19 vezes a
DHMR ? (em mg/ m2)] de aripiprazol, no período de 9 semanas antes do acasalamento até o
acasalamento. Distúrbios na espermatogênese foram observados na dose 60mg/kg, e atrofia
na próstata foi observada nas doses 40 e 60 mg/kg, mas não foi observado prejuízo da
fertilidade.
Gravidez
Em estudos com animais, aripiprazol demonstrou toxicidade do desenvolvimento, incluindo
possíveis efeitos teratogênicos em ratos e coelhos.
Ratas grávidas foram tratadas com doses orais de 3, 10 e 30 mg/kg/dia [1, 3 e 10 vezes a
DHMR em (mg/m2)] de aripiprazol durante o período de organogênese. A gestação foi
ligeiramente prolongada na dose de 30mg/kg. O tratamento causou um pequeno atraso no
desenvolvimento fetal, conforme evidenciado por uma diminuição do peso fetal (30mg/kg),
testículos retidos (30mg/kg), e atraso na ossificação esquelética (10 e 30 mg/kg). Não houve
eventos adversos embriofetais ou na sobrevivência do filhote. A prole teve diminuição do peso
corporal (10 e 30mg/kg) e aumento na incidência de nódulos hepatodiafragmáticos e hérnia
diafragmática na dose 30mg/kg (os outros grupos de doses não foram examinados nestes
estudos).(Uma baixa incidência de hérnia diafragmática também foi observada em fetos
expostos a 30mg/kg). No pós-natal, abertura vaginal tardia foi observada em doses 10 e
30mg/kg e prejuízos na performance da reprodução (diminuição da taxa de fertilidade, de
corpo lúteo, de implantes, e de fetos vivos, e aumento na perda pós-implantação,
provavelmente mediada por efeitos na prole feminina) foram observados em dose de 30mg/kg.
Alguma toxicidade materna foi observada em dose de 30mg/kg, no entanto, não há evidências
que sugerem que esses efeitos no desenvolvimento foram secundários à toxicidade materna.
Coelhas grávidas foram tratadas com doses orais de 10, 30, e 100mg/kg/dia [2, 3, e 11 vezes a
exposição humana na dose humana máxima recomendada ? DHMR ? (baseado na AUC) e 6,
19, e 65 vezes a dose humana máxima recomendada ? DHMR ? (em mg/ m2)] de aripiprazol
durante o período de organogênese. Diminuição do consumo materno de alimentos e
aumentos de aborto foram observados na dose de 100mg/kg. O tratamento causou aumento
na mortalidade fetal (100mg/kg), diminuição do peso fetal (30 e 100mg/kg), incidência
aumentada de anormalidade do esqueleto (sternebrae fundida em 30 e 100mg/kg) e variações
esqueléticas menores (100mg/kg).
Em um estudo no qual os ratos tratados com doses orais de 3, 10, e 30mg/kg/dia [1, 3, e 10
vezes a DHMR ? (em mg/ m2)] de aripiprazol no perinatal e no pós-natal (do 17º dia de
gestação até o 21º dia após o parto), leve toxicidade materna e leve prolongamento da
gestação foram observados em dose de 30mg/kg. Um aumento dos natimortos e diminuição
do peso do filhote (persistindo na idade adulta) e da sobrevivência foram observados nesta
dose.
Não há estudos adequados e bem-controlados em mulheres grávidas. Não é conhecido se
aripiprazol pode causar dano fetal quando administrado em mulheres grávidas ou afetar a
capacidade de reprodução. O aripiprazol deve ser usado durante a gravidez, somente se o
benefício em potencial compensar o risco em potencial ao feto.
Categoria de risco na gravidez: C
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Trabalho de parto
O efeito de aripiprazol sobre o trabalho de parto não é conhecido.
Uso na lactação
Apesar de aripiprazol ter sido excretado no leite de ratas durante a lactação, não é conhecido
se o aripiprazol ou seus metabólitos são excretados no leite humano. Recomenda-se que
mulheres recebendo aripiprazol não amamentem.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso pediátrico
Os dados em população pediátrica são limitados. Não foram estabelecidas a segurança e a
eficácia em crianças e adolescentes menores de 18 anos.
Uso Geriátrico
Dos 7951 pacientes tratados com aripiprazol em estudos clínicos, 991 (12%) tinham 65 anos
ou mais e 789 (10%) tinham 75 anos ou mais. A maioria (88%) dos 991 pacientes foi
diagnosticada com Demência de Alzheimer. Estudos de aripiprazol controlados com placebo
em esquizofrenia ou mania bipolar não incluíram número suficiente de pacientes com 65 anos
ou mais para determinar se esta população responde diferentemente em relação aos pacientes
jovens. Entretanto, não houve efeito da idade na farmacocinética de uma dose única de 15 mg
de aripiprazol. O clearance de aripiprazol diminuiu 20% em pacientes idosos (65 anos ou mais)
quando comparados a pacientes jovens (18 a 64 anos), mas não houve efeito detectável da
idade sobre a análise farmacocinética dos pacientes com esquizofrenia.
Estudos em pacientes idosos com psicose associada à Doença de Alzheimer sugeriram que
pode haver um perfil de tolerabilidade diferente nesta população quando comparada aos
pacientes jovens com esquizofrenia. (ver: Eventos Adversos Cerebrovasculares, Incluindo
AVC, em Pacientes Idosos com Psicose associada à Demência e Aumento da
Mortalidade em Pacientes Idosos com Psicose associada à Demência). A segurança e
eficácia de ABILIFY no tratamento de pacientes com psicose associada com demência de
Alzheimer ainda não foi estabelecida. Se o médico prescritor optar por tratar estes pacientes
com ABILIFY, deve-se monitorá-lo).
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Considerando os efeitos primários de aripiprazol no sistema nervoso central, deve-se usar de
cautela quando ABILIFY for administrado em combinação com outras drogas de ação central e
álcool. Devido ao seu antagonismo do receptor alfa-1 adrenérgico, o aripiprazol tem o potencial
de aumentar os efeitos de alguns agentes anti-hipertensivos.
Potencial de outras drogas afetarem ABILIFY
O aripiprazol não é substrato de enzimas CYP1A1, CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C9,
CYP2C19, ou CYP2E1. O aripiprazol também não sofre a glucorunidação direta. Isto sugere
que uma interação de aripiprazol com inibidores ou indutores destas enzimas, ou outros
fatores, como tabagismo, seja improvável.
Tanto CYP3A4 como CYP2D6 são responsáveis pelo metabolismo de aripiprazol. Agentes que
induzem CYP3A4 (por exemplo, carbamazepina) podem causar um aumento no clearance de
aripiprazol e diminuir seus níveis sangüíneos. Inibidores de CYP3A4 (por exemplo,
cetoconazol) ou CYP2D6 (por exemplo, quinidina, fluoxetina, ou paroxetina) podem inibir a
eliminação de aripiprazol e causar aumento nos seus níveis sangüíneos.
Cetoconazol: A co-administração de cetoconazol (200 mg/dia por 14 dias) com uma dose única
de 15 mg de aripiprazol aumentou a AUC do aripiprazol e de seu metabólito em 63% e 77%,
respectivamente. O efeito de uma dose maior de cetoconazol (400 mg/dia) não foi estudada.
Quando a co-administração de aripiprazol com cetoconazol ocorrer, a dose de aripiprazol deve
ser reduzida a metade da dose normal. Outros inibidores mais fortes de CYP3A4 (itraconazol)
tem efeitos similares e as reduções de dose também são similares, inibidores mais fracos
(eritromicina)não foram estudados. Quando o inibidor de CYP3A4 é retirado, a dose de
aripiprazol deve ser aumentada.
Quinidina: A co-administração de dose única de 10 mg de aripiprazol com quinidina (166
mg/dia por 13 dias), um potente inibidor de CYP2D6, aumentou a AUC de aripiprazol em
112%, mas diminuiu a AUC do seu metabólito, dehidro-aripiprazol em 35%. Quando a coadministração
de aripiprazol com quinidina ocorrer, a dose de aripiprazol deve ser reduzida a
metade da dose normal. Outros inibidores de CYP2D6, como fluoxetina ou paroxetina tem
efeitos similares, portanto a redução da dose deve ser feita de maneira similar. Quando o
inibidor de CYP2D6 é retirado, a dose de aripiprazol deve ser aumentada.
Carbamazepina: A co-administração de carbamazepina (200 mg duas vezes ao dia), um
potente inibidor de CYP3A4 com aripiprazol (30 mg uma vez ao dia) resultou em uma
diminuição de aproximadamente 70% sobre os valores de Cmáx e AUC tanto de aripiprazol
como de seu metábolito ativo, dehidro-aripiprazol. Qando carbamazepina for adicionada à
terapia com aripiprazol, a dose de aripiprazol deve ser dobrada. Aumentos adicionais da dose
devem ser baseados em avaliação clínica. Quando carbamazepina for retirada da terapia com
aripiprazol, a dose de aripiprazol pode ser reduzida.
Nenhum efeito clinicamente significativo de famotidina, valproato ou lítio foi observado sobre a
farmacocinética de aripiprazol.
Potencial de ABILIFY afetar outras drogas
É improvável que aripiprazol cause interações farmacocinéticas clinicamente importantes com
drogas metabolizadas pelas enzimas do citocromo P450. Em estudos in vivo com doses de
aripiprazol de 10 a 30 mg/dia, não houve efeitos significativos sobre o metabolismo dos
substratos de CYP2D6 (dextrometorfano), 2C9 (varfarina), 2C19 (omeprazol, varfarina), e 3A4
(dextrometorfano). Adicionalmente, aripiprazol e o dehidro- aripiprazol não mostraram potencial
de alteração do metabolismo mediado por CYP1A2 in vitro.
Dextrometorfano: o aripiprazolnão afeta o metabolismo do dextrometorfano, um substrato
modelo da CYP2D6, para seu principal metabólito, dextrorfano. O aripiprazol também não
afetou o metabolismo mediado pela CYP3A4 do dextromertofano para metoximorfano.
Varfarina: o aripiprazol não afeta a farmacodinâmica ou farmacocinética das varfarinas R e S
ou o padrão farmacodinâmico estabelecido pela Taxa Normalizada Internacional (INR),
indicando ausência de efeitos clínicos relevantes do aripiprazol no metabolismo de CYP2C9 e
2C19 ou na ligação da varfarina a proteínas plasmáticas de alta afinidade.
Omeprazol: No estado de equilíbrio, aripiprazol não afetou a farmacocinética de uma dose
única de 20 mg de omeprazol, um substrato de CYP2C19, em pacientes sadios.
Lítio: A interação farmacocinética de aripiprazol com lítio é improvável, já que o lítio não se
liga a proteínas plasmáticas, não é metabolizado, e é quase totalmente excretado na urina na
forma inalterada. A co-administração de aripiprazol e lítio não produziu alterações
eletroencefalográficas de relevância clínica.
Álcool: Não houve diferenças significativas entre a administração concomitante do aripiprazol
com álcool e do placebo com etanol sobre as habilidades motoras grosseiras ou sobre as
respostas aos estímulos em pacientes sadios. Embora estes resultados sustentem a ausência
de interação pronunciada de aripiprazol com etanol, como com a maioria das medicações
psicoativas, os pacientes devem ser aconselhados a evitar a ingestão de álcool enquanto
estiverem sob tratamento com ABILIFY.
REAÇÕES ADVERSAS
O aripiprazol foi avaliado em relação à segurança em 7951 pacientes que participaram de
estudos pré-comercialização de múltiplas doses, em esquizofrenia, mania bipolar, e demência
de Alzheimer, e que tiveram aproximadamente 5235 pacientes/ano. Um total de 2280
pacientes foram tratados com aripiprazol por no mínimo 180 dias e 1558 pacientes tratados
com aripiprazol tiveram no mínimo um ano de exposição.
As condições e duração do tratamento com aripiprazol incluíram estudos duplo- cego e
estudos abertos, comparativos e não comparativos, estudos com pacientes internados e
pacientes em tratamento ambulatorial, estudos com doses flexíveis e fixas, e exposição a curto
e longo prazo.
Os eventos adversos ocorridos durante a exposição foram obtidos pela coleta de relatos
espontâneos de eventos adversos, assim como resultados de exames físicos, sinais vitais,
peso, análises laboratoriais e ECG.
As freqüências estabelecidas de eventos adversos representam a proporção de indivíduos que
tiveram, no mínimo uma vez, um evento adverso decorrente do tratamento, do tipo listado. Um
evento foi considerado decorrente do tratamento se ocorreu pela primeira vez ou piorou
durante a terapia após a avaliação dos valores basais.
O médico deve estar ciente de que a tabela e descrições dos eventos não podem ser usados
para predizer a incidência dos efeitos colaterais na prática médica usual, onde as
características dos pacientes e outros fatores diferem daqueles que predominaram nos
estudos clínicos. Analogamente, as freqüências citadas não podem ser comparadas com os
números obtidos de outras investigações clínicas envolvendo tratamentos, usos ou
investigadores diferentes. Os números citados, entretanto, fornecem ao médico uma base para
estimar a contribuição relativa da droga ou dos fatores não relacionados à droga na incidência
de eventos adversos na população estudada.
Resultados adversos observados em estudos de curta duração controlados com
placebo em pacientes com esquizofrenia
Os resultados a seguir estão baseados em um grupo de estudos controlados com placebo, em
esquizofrenia, (4 semanas e 6 semanas) em que aripiprazol foi administrado em doses entre 2
e 30 mg/dia.
Eventos adversos associados com a descontinuação do tratamento em estudos clínicos de
curta duração controlados com placebo
De forma geral, em pacientes com esquizofrenia, não houve diferença na incidência de
descontinuação devido a eventos adversos entre os pacientes tratados com aripiprazol (7%) e
aqueles tratados com placebo (9%). Os tipos de eventos adversos que levaram à
descontinuação foram semelhantes entre os pacientes tratados com aripiprazol e aqueles
tratados com placebo.
Resultados adversos observados em estudos de curta duração controlados com
placebo em pacientes com mania bipolar
Os resultados a seguir estão baseados em um grupo de estudos controlados com placebo, em
mania bipolar em que aripiprazol foi administrado em doses de 15 ou 30 mg/dia.
Eventos adversos associados com a descontinuação do tratamento em estudos clínicos de
curta duração controlados com placebo
De forma geral, em pacientes com mania bipolar, não houve diferença na incidência de
descontinuação devido a eventos adversos entre os pacientes tratados com aripiprazol (11%)
e aqueles tratados com placebo (9%). Os tipos de eventos adversos que levaram à
descontinuação foram semelhantes entre os pacientes tratados com aripiprazol e aqueles
tratados com placebo.
Eventos adversos comumente observados em estudos de curta duração controlados
com placebo em mania bipolar
Os eventos adversos comumente observados, associados com o uso de aripiprazol em
pacientes com mania bipolar (incidência maior ou igual a 5% e pelo menos o dobro da
incidência com o placebo) são mostrados na tabela a seguir. Não houve eventos adversos
comumente observados, associados com o uso de aripiprazol em pacientes com esquizofrenia.
Eventos adversos comumente observados em estudos de
curta duração controlados com placebo em mania bipolar
Porcentagem dos pacientes com eventos
adversos
Evento
Adverso
Aripiprazol (n =
1523)
Placebo (n = 849)
Dano acidental 6 3
Constipação 13 6
Acatisia 15 4
Eventos adversos com incidência maior ou igual a 2% e maior que a do placebo entre
pacientes tratados com aripiprazol em estudos clínicos de curta duração controlados com
placebo
A tabela a seguir enumera a incidência, arredondada para a porcentagem mais próxima, dos
eventos adversos decorrentes do tratamento que ocorreram durante a terapia aguda (até 6
semanas) em esquizofrenia e (até 3 semanas) em mania bipolar, incluindo apenas os eventos
que ocorreram em 2% ou mais dos pacientes tratados com aripiprazol (doses maior ou igual a
2 mg/dia) e para os quais a incidência em pacientes tratados com aripiprazol foi maior que a
incidência em pacientes tratados com placebo.
Eventos Adversos decorrentes do Tratamento de Estudos de Curta Duração controlados
com placebo
Porcentagem de Pacientes que relataram o Evento a
Sistema Orgânico Evento Aripiprazol (N = 1523) Placebo (N = 849)
Adverso
Corpo como um Todo
Cefaléia 31 26
Astenia 8 7
Dano acidental 5 4
Edema periférico 2 1
Sistema Cardiovascular
Hipertensão 2 1
Sistema Digestivo
Náusea 16 12
Dispepsia 15 13
Vômitos 11 6
Constipação 11 7
Sistema Músculo-esquelético
Mialgia 4 3
Sistema Nervoso
Agitação 25 24
Ansiedade 20 17
Insônia 20 15
Sonolência 12 8
Acatisia 12 5
Sensação de cabeça leve 11 8
Síndrome Extrapiramidal 6 4
Tremor 4 3
Aumento da salivação 3 1
Sistema Respiratório
Faringite 4 3
Rinite 4 3
Tosse 3 2
Órgão dos Sentidos
Visão borrada 3 1
a Eventos relatados por, no mínimo, 2% dos pacientes tratados com aripiprazol, exceto os
seguintes eventos que apresentaram incidência igual ou menor que placebo: dor abdominal,
dor nas costas, dor de dente, diarréia, boca seca, anorexia, mialgia, psicose, hipertonia,
infecção do trato respiratório superior, rash, vaginite b , dismenorréia b.
b Porcentagem total baseada no sexo.
Reações Adversas Relatadas em estudos a longo prazo de Mania Bipolar
Efeitos indesejados relatados em associação com aripiprazol durante a fase de manutenção de
6 meses de um estudo controlado com placebo em pacientes com mania bipolar foram
definidos como aqueles com incidência maior ou igual a 5%, subtraída a do placebo. As
seguintes reações adversas preencheram este critério e são apresentadas com incidência para
pacientes tratados com aripiprazol (n=77) e pacientes tratados com placebo (n=83),
respectivamente: nervosismo (7,79% vs 1,2%), tremor (7,79% vs 1,2%) e acatisia (6,49% e
1,20%).
Eventos Adversos Relacionados à Dose
Esquizofrenia
As relações dose resposta para a incidência de eventos adversos decorrentes do tratamento
foram avaliados em 4 estudos clínicos, em pacientes com esquizofrenia, comparando várias
doses fixas (2, 10, 15, 20, e 30 mg/dia) de aripiprazol com placebo. Esta análise, estratificada
por estudo, indicou que o único evento adverso que mostrou ter relação com a dose foi
sonolência (placebo: 7,7%; dose de 15 mg: 8,7%; dose de 20 mg: 7,5%; dose de 30 mg:
15,3%).
Sintomas Extrapiramidais
Em estudos clínicos de curta duração, controlados com placebo, em esquizofrenia, a
incidência de sintomas extrapiramidais em pacientes tratados com aripiprazol foi 6% versus
6% com placebo. Em estudos clínicos de curta duração, controlados com placebo, em mania
bipolar, a incidência de relatos de sintomas extrapiramidais excluindo eventos relacionados à
acatisia em pacientes tratados com aripiprazol foi 17% versus 12% com placebo. Nos estudos
de curta duração controlados com placebo em mania bipolar, a incidência de eventos
relacionados a acatisia em pacientes tratados com aripiprazol foi 15% vs. 4%. Dados foram
coletados objetivamente nestes estudos com a Escala de Simpson Angus (para sintomas
extrapiramidais), a Escala de Acatisia de Barnes (para acatisia), e a Escala de Avaliação dos
Movimentos Involuntários (para discinesia). Nos estudos de esquizofrenia, os dados coletados
objetivamente não mostraram diferença entre aripiprazol e placebo, com exceção da Escala de
Acatisia de Barnes (aripiprazol: 0,08; placebo: -0,05). Nos estudos de mania bipolar, a Escala
de Simpson Angus e a Escala de Acatisia de Barnes mostraram uma diferença significante
entre aripiprazol e placebo (aripiprazol: 0,61; placebo: 0,03 e aripiprazol: 0,25; placebo: -0,06).
As alterações da Escala de Avaliação dos Movimentos Involuntários foram similares para os
grupos aripiprazol e placebo.
Em um estudo de longa duração (26 semanas) controlado com placebo em esquizofrenia,
dados coletados objetivamente através da Escala de Simpson Angus (SAS, para sintomas
extrapiramidais), Escala de Acatisia de Barnes (BAS, para acatisia) e Escala de Avaliação de
Movimentos Involuntários (AIMS, para discinesias), não mostraram diferença entre aripiprazol
e placebo.
Anormalidades nos Testes Laboratoriais
Uma comparação entre os estudos controlados com placebo de 3 a 6 semanas, em
esquizofrenia, não revelou diferenças clinicamente importantes entre os grupos aripiprazol e
placebo, na proporção de pacientes que apresentaram alterações significativas na bioquímica
de rotina, hematologia, ou parâmetros urinários. Analogamente não houve diferenças entre
aripiprazol e placebo na incidência de descontinuação por alterações da bioquímica sérica,
hematologia ou urina.
Em um estudo de longa duração (26 semanas), controlado com placebo em esquizofrenia, não
houve diferenças clínicas importantes entre os pacientes tratados com aripiprazol e placebo na
mudança média em relação ao basal nos valores de prolactina, glicemia de jejum, triglicérides,
colesterol total, HDL e LDL.
Ganho de Peso
Em estudos de 4 a 6 semanas em esquizofrenia, houve uma pequena diferença no ganho de
peso entre aripiprazol e placebo (0,7kg versus ?0,05kg, respectivamente), assim como uma
diferença na proporção de pacientes que tiveram um critério de ganho de peso maior ou igual
a 7% do peso corpóreo (aripiprazol: 8% comparado a placebo: 3%).
Em estudos de 3 semanas em mania, a média de ganho de peso entre aripiprazol e placebo foi
0,0kg versus ?0,2kg, respectivamente, assim como uma diferença na proporção de pacientes
que tiveram um critério de ganho de peso maior ou igual a 7% do peso corpóreo (aripiprazol:
3% comparado a placebo: 2%).
A tabela 1 mostra a alteração de peso durante um estudo de 26 semanas com aripiprazol,
incluindo tanto a alteração média do peso em relação à linha de base quanto a proporção de
pacientes que apresentou ganho de peso corporal maior ou igual 7% do peso na linha de
base, categorizadas pelo IMC de base.
Tabela 1: Resultados de alteração de peso categorizados por IMC basal: Estudo
controlado por placebo em Esquizofrenia
IMC menor que 23 IMC 23-27 IMC maior que 27
placebo aripiprazol placebo aripiprazol placebo aripiprazol
Alterações basais
significativas (kg)
-0,5 -0,5 -0,6 -1,3 -1,5 -2,1
% com aumento de peso
corporal maior ou igual a
7%
3,7% 6,8% 4,2% 5,1% 4,1% 5,7%
A tabela 2 mostra a alteração de peso durante um estudo de longa duração (52 semanas) com
aripiprazol, incluindo tanto a alteração média do peso em relação à linha de base quanto a
proporção de pacientes que apresentou ganho de peso corporal maior ou igual a 7% do peso
na linha de base, categorizadas pelo IMC de base.
Tabela 2: Resultados de alteração de peso categorizados por IMC basal
IMC menor que
23
IMC 23-27 IMC maior que
27
Alterações basais significativas (kg)
2,6 1,4 -1,2
% com aumento de peso corporal
maior ou igual a 7%
30% 19% 8%
Alterações no ECG
Comparações entre grupos em uma análise agrupada de estudos controlados por placebo em
esquizofrenia ou mania bipolar não revelaram diferenças significantes entre aripiprazol e
placebo na proporção de pacientes que apresentaram alterações potencialmente importantes
nos parâmetros de ECG. O aripiprazolfoi associado com um aumento médio no batimento
cardíaco de 5 batimentos por minuto comparado a 1 batimento por minuto entre pacientes com
placebo.
Achados adicionais observados em estudos clínicos
Os eventos adversos relatados em estudo duplo-cego, de ABILIFY controlado com placebo, de
26 semanas, foram geralmente consistentes com os relatados em estudos de curta duração
controlados com placebo, exceto pela maior incidência de tremor [9% (13/153) para ABILIFY
vs. 1% (2/153) para placebo]. Neste estudo, a maioria dos casos de tremor foi de intensidade
leve (9/13 leve e 4/13 moderado), ocorreu precocemente com o tratamento (9/13 em até 49
dias), e foi de duração limitada (9/13 durou até 10 dias). O tremor levou à interrupção do
tratamento com ABILIFY de forma infreqüente (em menos que 1% dos casos). Além disso, em
um outro estudo de longa duração (52 semanas), a incidência de tremor com ABILIFY foi 4%
(34/859).
Os eventos adversos relatados durante a fase de manutenção de 6 meses de um estudo
duplo-cego, de ABILIFY controlado por placebo, foram geralmente consistentes com os
relatados em estudos de curta duração controlados com placebo em mania bipolar, exceto
pela maior incidência de tremor [9% (7/77) para ABILIFY vs. 1% (1/83) para placebo]. Neste
estudo, a maioria dos casos de tremor foi de intensidade leve (5/7 leve e 2/7 moderado) e a
maioria resolveu durante a continuação do tratamento (6/7). O tremor não levou à interrupção
do ABILIFY durante o tratamento duplo-cego.
Outros Eventos Adversos Observados durante a Avaliação Pré-Comercialização do
Aripiprazol
A seguir há uma lista de termos COSTART modificados que refletem os eventos adversos
decorrentes do tratamento, conforme definido na seção de REAÇÕES ADVERSAS, relatados
pelos pacientes tratados com aripiprazol em doses múltiplas maiores ou iguais a 2 mg/dia
durante qualquer fase de um estudo, dentro de um banco de dados de 7951 pacientes. Todos
os eventos relatados foram incluídos, exceto: aqueles já listados na tabela acima; eventos
cujos termos foram tão gerais que não forneciam informações; eventos relatados com uma
incidência menor ou igual a 0,05% e que não tiveram probabilidade substancial de serem
agudamente ameaçadores à vida; eventos comuns como eventos antecedentes e eventos
considerados improváveis de serem relacionados com a droga. É importante enfatizar que,
embora os eventos relatados tenham ocorrido durante o tratamento com o aripiprazol, eles não
foram necessariamente causados por ele.
Os eventos estão detalhadamente categorizados por sistema corpóreo e listados em ordem
decrescente de freqüência de acordo com as seguintes definições: eventos adversos
freqüentes são aqueles que ocorrem no mínimo em 1/100 pacientes (apenas aqueles não
listados na tabela que resulta de estudos controlados por placebo aparecem nesta lista);
eventos adversos infreqüentes são aqueles que ocorrem entre 1/100 a 1/1000 pacientes;
eventos raros são aqueles que ocorrem em menos que 1/1000 pacientes.
Organismo como um todo: Freqüentes: sintomas de gripe, febre, dor no peito, rigidez no
pescoço e extremidades, dor no pescoço, dor pélvica; Infreqüentes -edema de face, suicídio,
mal estar, enxaqueca, calafrio, fotossensibilidade, rigidez (incluindo abdômen, costas,
extremidades, cabeça, maxilar, pescoço e língua), dor no maxilar, eructação, abdômen
inchado, tensão no peito, dor de garganta; Raras- monilíase, cabeça pesada, tensão na
garganta, tensão lombar, síndrome de Mendelson,insolação.
Sistema Cardiovascular: Freqüentes: taquicardia (incluindo ventricular e supraventricular),
hipotensão, bradicardia; Infreqüentes- palpitação, hemorragia, falência cardíaca, infarto do
miocárdio, parada cardíaca, fibrilação atrial, bloqueio AV, prolongamento do intervalo QT,
extra-sístoles, isquemia do miocárdio, trombose venosa profunda, angina pectoris, palidez,
parada cardio-respiratória, flebite; Raras- bloqueio de ramos, flutter atrial, reação vasovagal,
cardiomegalia, tromboflebite, falência cardiopulmonar.
Sistema Digestivo: Freqüentes: náusea e vômito; Infreqüentes- aumento do apetite, disfagia,
gastroenterite, flatulência, cárie, gastrite, gengivite, hemorragia gastrointestinal, hemorróida,
refluxo gastroesofágico, abcesso periodontal, incontinência fecal, hemorragia retal, estomatite,
colite, edema de língua, colecistite, , úlcera na boca, monilíase oral, eructação, impactação
das fezes, colelitíase; Raras- esofagite, hematêmese, obstrução intestinal, hemorragia
gengival, hepatite,úlcera péptica, glossite, melena, úlcera duodenal,cheilite, hepatomegalia,
pancreatite.
Sistema Endócrino: Infreqüentes- hipotiroidismo; Raras- hipertiroidismo, bócio.
Sistema Linfático/ Hematológicos: Freqüentes- equimose, anemia; Infreqüentes- anemia
hipocrômica, leucocitose, leucopenia (incluindo neutropenia), linfadenopatia, eosinofilia,
anemia macrocítica; Raras- trombocitopenia, trombocitemia, petéquia.
Distúrbios Metabólicos e Nutricionais: Freqüentes- perda de peso, aumento da creatinina
fosfoquinase, desidratação; Infreqüentes- edema, hiperglicemia, hipercolesterolemia,
hipocalemia, diabetes mellitus, hipoglicemia, hiperlipidemia, aumento de TGO e TGP, sede,
aumento da uréia sérica, hiponatremia, aumento da creatinina, cianose, aumento da fosfatase
alcalina, bilirrubinemia, anemia por deficiência de ferro, hipercalemia, hiperuricemia,
obesidade; Raras- aumento da desidrogenase lática, hipernatremia, gota, reação
hipoglicêmica.
Sistema Músculo-esquelético: Freqüente: cãibra muscular; Infreqüentes- artralgia, miastenia,
artrose, dor óssea, artrite, fraqueza muscular, espasmo, bursite, miopatia; Raras- artrite
reumatóide, rabdomiólise, tendinite, tenosinivite.
Sistema nervoso: Freqüentes: depressão, nervosismo, reação esquizofrênica, alucinação,
hostilidade, confusão, reação paranóide, pensamento suicida, anormalidades da marcha,
mania, delírios, sonhos anormais; Infreqüentes- labilidade afetiva, contração curta e súbita,
rigidez em roda denteada, prejuízos da concentração, distonia, vasodilatação, parestesia,
impotência, tremor de extremidades, hiperestesia, vertigem, estupor, bradicinesia, apatia,
ataque do pânico, diminuição da libido, hipersonia, discinesia, reação maníaco depressiva,
ataxia, alucinação visual, acidente cerebrovascular, hipocinesia, despersonalização, perda
da memória, delírio, disartria, discinesia tardia, amnésia, hiperatividade, aumento da libido,
mioclonia, pernas irriquietas, neuropatia, disforia, hiperscinesia, isquemia cerebral, aumento
dos reflexos, acinesia, diminuição da consciência, hiperestesia, pensamento vagaroso; Rarasembotamento
afetivo, euforia, incoordenação, crise oculógira, pensamento obcessivo,
hipotonia, síndrome buco-glossal, diminuição dos reflexos, desrealização, hemorragia
Sistema Respiratório: Freqüentes- sinusite, dispnéia, pneumonia, asma; Infreqüentesepistaxe,
soluço, laringite, pneumonia aspirativa; Raras- edema pulmonar, aumento do septo,
embolismo pulmonar, hipóxia, falência respiratória, apnéia, ressecamento das vias aéreas
nasais, hemoptise.
Pele e anexos: Freqüente- úlcera na pele, transpiração, pele seca; Infreqüentes- prurido,
erupção vesiculo-bolhosa, acne, eczema, descoloração de pele, alopécia, seborréia, psoríase;
Raras- erupção maculo-papular, dermatite exfoliativa, urticária.
Orgãos dos sentidos: Freqüente- conjuntivite; Infreqüentes- dor de ouvido, olho seco, dor nos
olhos, tinitus, catarata, otite média, alteração no paladar, blefarite, hemorragia ocular, surdez;
Raros- diplopia, piscar freqüente, ptose, otite externa, ambliopia, fotofobia.
Sistema urogenital: Freqüente- incontinência urinária; Infreqüentes- alterações da freqüência
urinária, retenção urinária, leucorréia, cistite, hematúria, disúria, amenorréia, hemorragia
vaginal, ejaculação anormal, falência renal, monilíase vaginal, urgência urinária, ginecomastia,
cálculo renal, albuminúria, dor na mama, queimação urinária; Raras- noctúria, poliúria,
menorragia, anorgasmia, glicosúria, cervicite, hemorragia uterina, lactação feminina, urolitíase,
priapismo.
Outros eventos observados durante a avaliação pós-marketing de aripiprazol
Relatos voluntários de eventos adversos em pacientes utilizando aripiprazol recebidos desde a
introdução no comércio estão listados a seguir:
Sistema Cardiovascular
Muito raro (menor ou igual a 1%): síncope
Sistema Digestivo
Muito raro (menor ou igual a 1%): aumento de ALT, aumento de AST, aumento de gama GT,
pancreatite.
Geral
Muito raro (menor ou igual a 1%): transtornos da regulação da temperatura (ex. hipotermia e
pirexia).
Sistema Imune
Muito raro (menor ou igual a 1%): reação alérgica (ex.: reação anafilática, angioedema,
laringoespasmo, prurido ou urticária).
Sistema metabólico
Muito raro (menor ou igual a 1%): hiperglicemia, diabetes mellitus.
Sistema Músculo-Esquelético
Muito raro (menor ou igual a 1%): aumento da creatino fosfoquinase, rabdomiólise.
Sistema Urogenital
Muito raro (menor ou igual a 1%): priapismo.
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO, E, EMBORA AS PESQUISAS
REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE
ADMINISTRADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO
DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O
MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
SUPERDOSE
Em estudos clínicos, a superdose aguda intencional ou acidental foi identificada em pacientes
que utilizaram doses até 1080 mg com nenhuma fatalidade. Os sinais e sintomas observados
com a superdose de aripiprazol incluíram náuseas, vômito, astenia, diarréia e sonolência.
Dentre os pacientes que foram avaliados em ambiente hospitalar, não houve relatos de
alterações em sinais vitais, avaliações laboratoriais, ou ECG. Durante a experiência póscomercialização,
os sinais e sintomas potencialmente importantes observados em pacientes
adultos que tiveram uma superdose de aripiprazol em doses até 1260 mg, incluíram aumento
da pressão sanguínea, sonolência, taquicardia e vômitos. Adicionalmente, relatos de
superdose acidental com aripiprazol (doses até 195 mg) em crianças foram recebidos. Os
sinais e sintomas potencialmente sérios incluíram sintomas extrapiramidais e perda transitória
de consciência com recuperação.
Tratamento da superdose
Não há informações específicas disponíveis sobre o tratamento da superdose de aripiprazol.
Em caso de superdose, deve ser realizado um eletrocardiograma e se houver prolongamento
do intervalo QTc, deve ser realizada monitorização cardíaca. Caso contrário, o controle da
superdose pode se concentrar na terapia de suporte, manutenção adequada das vias aéreas,
oxigenação e ventilação, e tratamento sintomático. O paciente deve ficar sob supervisão
médica e monitorização até recuperação.
Carvão ativado: no caso de superdose de ABILIFY, uma administração precoce de carvão
ativado pode ser útil em parte para prevenir a absorção de aripiprazol. A administração de 50 g
de carvão ativado, uma hora após uma dose única de 15 mg por via oral de aripiprazol
diminuiu a AUC e Cmáx de aripiprazol 51% e 41%, respectivamente.
Hemodiálise: embora não haja informações do efeito da hemodiálise no tratamento de
superdose com aripiprazol, é improvável que a hemodiálise seja útil no tratamento de
superdose, considerando que o aripiprazol está altamente ligado a proteínas plasmáticas.
ARMAZENAGEM
ABILIFY deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
** Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
REFERÊNCIAS
1. Bramer S, et al. An open label study of aripiprazole (OPC-14597) in healthy adults with poor and
extensive metabolizer genotypes for cytochrome P450 2D6, and the effect of coadministered
quinidine on aripiprazole pharmacokinetics (Study No. 31-98-207). Otsuka Maryland Research
Institute, June 1, 2001. BMS document control number 920011708. Table 11.3.2A, p62.
2. Bramer S, et al. A Double-Blind, Placebo-controlled Study of the Effects of Oral Administered
Ketoconazole on OPC-14597 Pharmacokinetics in Healthy Adult Male and Female Subjects (Study
No. 31-98-206). Otsuka Maryland Research Institute, June 5, 2001. BMS document control number
920011707. Tables 11.3.1A-11.3.1B, p62-63.
3. Kornhauser D et al. Safety, tolerability and pharmacokinetics of aripiprazole and carbamazepine in
patients with schizophrenia and schizoaffective disorder: Interim report on pharmacokinetics and
preliminary safety data. (Study No. CN138-022).Bristol-Myers Squibb Company. August 9, 2002.
BMS document control number 930002163. Table 11.2.1, page 62.
4. Kornhauser D et al. Safety, tolerability and pharmacokinetics of aripiprazole and carbamazepine in
patients with schizophrenia and schizoaffective disorder: Interim report on pharmacokinetics and
preliminary safety data. (Study No. CN138-022). Bristol-Myers Squibb Company. August 9, 2002.
BMS document control number 930002163. Table 11.2.1, page 62 and Table 11.2.2 page 64.
5. Guidelines for Preparing Core Clinical-Safety Information on Drugs, Second Edition. Report of
CIOMS Working Groups III and V, Geneva 1999. 104 Caraco, Y, Sheller J, and Wood, A.,
Pharmacogenetic Determinants of Codeine Induction by Rifampin: The Impact on Codeine?s
Respiratory, Psychomotor and Miotic Effects. Journal of Pharmacology and Experimental
Therapeutics. Volume 281 pages 330-336, 1997.
6. Sanchez R et al, A Multicenter, Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Study of Aripiprazole
in the Maintenance Treatment of Patients with Bipolar Disorder. (Study No. CN138010). Bristol
Myers Squibb Company, December 17, 2003. BMS Document Control No. 930005481.
***nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
***VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA ? SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE
RECEITA
Reg. MS ? 1.0180.0279
Farm. Bioq. Resp.: Dra. Tathiane Aoqui de Souza
CRF-SP n° 26.655
Importado por, Distribuído por:
Bristol-Myers Squibb Farmacêutica S.A.
Rua Carlos Gomes, 924 - Santo Amaro - São Paulo - SP
CNJP 56998982/0001-07 - Indústria Brasileira
Fabricado por: Otsuka Pharmaceutical Co., Ltd.
Itano ? Tokushima ? Japão
ou por: Bristol-Myers Squibb Manufacturing Company
Mayaguez ? Porto Rico
Embalado por:
Bristol-Myers Squibb Australia Pty. Ltd.
Victoria - Austrália
Produto Sob Licença de Otsuka Pharmaceutical Co., Ltd.

"ISTO É UM MEDICAMENTO, NÃO USE SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA E ORIENTAÇÃO DO FARMACÊUTICO. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO."

Glucerna
Agulhas e Seringas BD
Televendas 11 3990-7720
Chat Fale agora com nossos atendentes